Não há mais tempo, Jesus está voltando.

Obrigado, por visitar este modesto blog, que está se somando a outros, na pregação das mensagens proféticas para o nosso tempo. Certamente, já é hora de despetarmos do sono, os últimos acontecimento nos mostram isso. Se continuarmos dormindo, pagaremos muito caro por não atendermos aos apelos que Jesus está nos fazendo. Como adventistas do 7° Dia, precisamos sair de nossa mornidão, que infelizmente, está nos afastando de Jesus e impedindo o verdadeiro derramamento da chuva serôdia. Precisamos também, sair de cima do muro, abdicar com urgencia, da justiça própria e aceitar de todo o coração, a justiça de Cristo. Antes de falar para os outros, precisamos deixar de querer ser deus do próprio "EU". Vamos morrer para o eu e deixar somente Jesus reinar no nosso coração? Quando deixarmos de sermos mornos, sairmos da mornidão e morrermos para o "EU", Jesus reinará no nosso coração e então receberemos a porção dobrada do Espírito Santo em toda a Sua plenitude e inspirados por Ele, pregaremos a terceira mensagem angélica e então, outras pessoas unir-se-ão a nós na verdadeira adoração a Deus e conosco, respeitarão a soberania e a autoridade de Deus em todo o universo. Unir-se-ão a nós na guarda de todos os mandamentos de Deus, inclusive o Sábado, por amor a Deus, que intregou, seu Divino Filho para morrer como resgate pelos nossos pecados. Conosco sentirão prazer em ser selados com o carimbo da autoridade de Deus em todo o universo, a verdadeira guarda do Sábado bíblico, como um ato de fé e amor a Jesus por sua morte na cruz e pelo seu ministério sumosacerdotal, em nosso favor no Santuário de Deus que está no Céu. Que Deus esteja no controle do nosso viver diário e que Ele nos dirija na verdadeira adoração a Ele. Amém!

domingo, 31 de outubro de 2010

Porque Deus disse, Lembra-te?



O que ele poderia fazer?

Inúmeras pesquisas e questionários confirmaram que a forma mais popular do ceticismo moderno é negar a história da criação. Setenta e dois por cento dos ministros entrevistados expressaram diferentes graus de dúvida de que Deus realmente falou e o mundo veio à existência de acordo com o relato bíblico. Esta descrença fundamental levou à rejeição de outras doutrinas fundamentais do cristianismo, como o nascimento virginal e a expiação.

É interessante notar que Deus aparentemente antecipou muita controvérsia sobre o registro da criação e sua alegação de criar toda a impressionante massa da matéria apenas ordenando que ela existisse – bem, certamente que haveriam céticos e descrentes de tais fatos, mesmo aqueles que leram sobre isso e acreditaram que iriam esquecer tão cedo o fato miraculoso sob a influência desconcertante de um milhão de falsos deuses, que poderiam surgir.

Então Deus precisava fazer algo incomum para preservar o conhecimento do seu poderoso ato da criação. Esse poder de chamar o céu e a terra à existência que O diferencia de todos os deuses e suas falsas alegações enganosas. O que Ele poderia fazer que constantemente apontasse à humanidade voltar-se para a semana da criação, quando Ele estabeleceu para sempre a Sua autoridade divina?

Criação – A Marca da Soberania de Deus

Deus escolheu lembrá-los de forma convincente do Seu poder criador, pondo de lado o sétimo dia da semana da criação, como um dia sagrado de descanso e recordação. Isso constituiria uma tremenda salvaguarda da soberania de Deus - uma marca de Seu direito de governar como o único Deus verdadeiro. Isto iria, ao mesmo tempo, se mostrar como um devastador desmascaramento de todos os deuses que não haviam criado os céus e a terra.

Os escritos dos profetas do Antigo Testamento estão saturados com lembretes dos poderes peculiares da criação de Deus. Davi escreveu: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus” (Salmo 96:5). Jeremias expressou isso: “Mas o Senhor é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo…Os deuses que não fizeram os céus e a terra, esses perecerão…Ele fez a terra pelo seu poder” (Jeremias 10:10-12).

Será que o próprio Deus demonstrou uma extrema urgência em manter a verdade da criação viva diante dos olhos do mundo? Sim. A tal ponto que Ele escreveu no coração de Sua grande lei moral à obrigação vinculativa de toda alma vivente de santificar o sábado e, assim, reconhecer a Sua autoridade divina. Dentro desses princípios eternos que constituem o fundamento de Seu governo e refletem o Seu caráter perfeito, Deus escreveu estas palavras: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum…Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há…por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11).

Que ato para destacar o onipotente trabalho da criação! Uma vez por semana, enquanto a Terra gira sobre seu eixo, o lembrete do sábado iria viajar ao redor da terra atingindo cada homem, mulher e criança com a mensagem de uma criação instantânea. Por que Deus disse Lembra-te? Porque esquecer o sábado é esquecer o Criador também.

Conversão - Poder Criativo no Trabalho

Paralelo ao relato de uma criação física, encontramos o registro do poder de Deus para recriar o coração humano. Evidentemente, os dois processos derivam da mesma fonte onipotente.É requerido tanto poder para efetuar a conversão ou recriação quanto chamar alguma coisa à existência na criação. Disse o apóstolo: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24). Desde que o novo nascimento é a mais básica marca de identificação do crente justificado, não é nenhuma maravilha que os escritores da Bíblia constantemente nos lembrem do poder criador que distingue o Deus verdadeiro de todas as falsificações. Apontando para além do mero fato de uma criação física, Deus pronunciou estas palavras, também, “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12).

Por favor note que o sábado foi santificado para ser a marca de um povo santificado. A palavra “santificar”, significa pôr de lado para uso sagrado (um dia que falava do poder criador de Deus), também servia como um lembrete que Deus também pode separar pessoas para um uso santo através da regeneração ou recriação.

À luz desses fatos, é fácil entender por que o diabo tem travado uma contínua e desesperada batalha contra o sábado do sétimo dia. Por quase seis milênios ele tem trabalhado através do orgulho da tradição, desinformação e fanatismo religioso para destruir a santidade do especial sinal da autoridade de Deus – o sábado.

Como uma marca do direito de Deus governar, o sábado desafiou a jactância de Satanás de que tomaria o lugar de Deus. Disse o adversário: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14). Satanás realmente queria ser adorado. Para isso, ele tinha que anular o título de Deus como Soberano. A autoridade de Deus repousava sobre sua alegação de ser o Criador, e o sábado era a marca dessa autoridade. Destruindo o sábado, Satanás queria preparar o caminho para criar um governo de contrafação, baseado em falsas alegações de autoridade, simbolizado por um dia de contrafação de culto.

A Batalha pela Autoridade

É fascinante olhar para trás ao longo dos tempos e ver o desenrolar da grande controvérsia entre Cristo e Satanás. O contexto foi sempre focado sobre a questão da autoridade.

A estratégia do maligno tem sido um ataque em duas frentes sobre a alegação de Deus ser o Criador. Primeiro, pela teoria da evolução com a sua doutrina humanista da seleção natural. Em segundo lugar, por um esforço secular para destruir a observância do sábado do sétimo dia, a marca do Seu poder criativo.
desacreditar a autoridade de Deus produziu um amargo sucesso além de qualquer expectativa. Milhões foram transformados em céticos religiosos e agnósticos, devido a doutrina de Darwin da evolução orgânica.Negando qualquer queda do homem que exigiria um Salvador do pecado, a evolução golpeou o plano da redenção, assim como o fato da criação.

Em uma veia similar, os ataques de Satanás sobre o sábado, levaram milhões a desobedecerem ao único mandamento do Decálogo que Deus havia feito um teste específico de obediência à lei inteira.

Um bom plano de subverter a lealdade de milhões de pessoas que se dedicavam ao verdadeiro Deus exigia uma obra-prima da estratégia satânica. Levaria tempo. Implicaria em séculos de engano. Não haveria volta dramática de servir a Deus servindo a Satanás. O segredo seria o de ganhar a obediência por meio de subterfúgios religiosos. Satanás entendeu o princípio de Romanos 6:16 muito antes de Paulo escrever as palavras “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis”. A obediência é a maior forma de lealdade e adoração. Se Satanás pudesse criar uma questão que levasse as pessoas a desobedecerem a Deus, ele teria ainda uma chance de ganhar a obediência delas à sua causa. A disputa decisiva teria lugar em relação à lei de Deus. Ela constituia o fundamento do governo de Deus. Como Satanás poderia destruir a confiança na Lei e fazer as pessoas obedecerem a ele ao invés dela? E qual mandamento ele deveria atacar? Obviamente, aquele que apontava para o poder criador de Deus e Seu direito de governar. Como o sinal de identificação do verdadeiro Deus, o sábado tem sido sempre um objeto do ódio satânico.

Deus tinha escolhido o sábado como um teste de lealdade à Sua lei no Antigo Testamento: “Que eu possa prová-los”, disse o Senhor, “se andam em minha lei ou não” (Êxodo 16:4).

O Ponto de Teste, da Lei

Uma vez que Deus havia feito do sábado o ponto de teste de todos os Dez Mandamentos, Satanás determinou a fazer dele o gigantesco problema dos séculos. Ao destruir o sábado, Satanás estaria preparado para lançar seu super plano de reivindicar obediência a um dia de contrafacção de adoração. Manipulando a fraqueza de um cristianismo comprometido que tinha lentamente aderido às influências pagãs, Satanás cria sua obra prima – Uma Igreja-Estado Mundial – que impiedosamente cumpriria seu sistema de contrafacção de adoração.

Por mais de mil anos, começando com a conversão do Imperador pagão Constantino, a história negra da apostasia se desenrolava. Por pouco o primeiro ato do imperador recém-professo cristão era fazer uma lei contra a guarda do sábado e instituir outras leis que exigiam repouso no primeiro dia da semana, um feriado pagão dedicado à adoração do sol.Não vamos nos alongar, neste momento, sobre a história bem documentada dos concílios da igreja papal, que reforçaram a observância do domingo pagão sob pena de morte. Os fatos são bem conhecidos para aqueles que estão dispostos a pesquisar os registros com uma mente aberta. Durante os séculos IV e V, o primeiro dia da semana, foi exaltado por decreto papal para deslocar o verdadeiro sábado da Bíblia.

Infelizmente, os preconceitos e informações falsas, levaram milhares de cristãos a fecharem os olhos à esmagadora evidência histórica desta substituição. As raízes de seus preconceitos não são difíceis de identificar. Satanás tem trabalhado por muito tempo em seu sistema oposição para permitir que o sábado seja facilmente rejeitado. Através dos tempos, ele aperfeiçoou uma série de sutis e falsos argumentos para reforçar a obediência a seu dia de contrafacção de adoração. Ele continua a odiar o sábado que identifica o verdadeiro Deus.

Apenas como nós expusemos estes ataques ao sábado do sétimo dia, somos capazes de compreender por que milhões continuam a observar o primeiro dia da semana, um dia para o qual não há apoio bíblico. Ninguém discorda com o significado da Lei escrita pela mão de Deus: “O sétimo dia é o sábado do Senhor. . . nele não farás nenhuma obra”. No entanto, milhões não a obedecem. Ninguém pode refutar a esmagadora evidência da origem pagã do domingo, mas milhões o guardam ao invés do sábado, claramente ordenado nos Dez Mandamentos. Por quê? Repito, a razão está enraizada nos argumentos inteligentes de Satanás, que criaram um clima de preconceito contra o santo sábado do Senhor. Vamos agora examinar algumas grandes falácias desses argumentos.

1º Grande Falácia – O Sábado foi feito apenas para os Judeus

Esta falsidade ganhou tal força que multidões de cristãos chamam isso de “Shabat – Sábado Judáico”. Mas em nenhum lugar encontramos tal expressão na Bíblia. Ele é chamado de “o sábado do Senhor”, mas nunca de “o sábado dos judeus” (Êxodo 20:10). Lucas era um escritor gentio do Novo Testamento e, muitas vezes se referiu a coisas que eram peculiarmente judaicas. Ele falou da “nação dos judeus”, “o povo dos judeus”, “a terra dos judeus” e a “sinagoga dos judeus” (Atos 10:22, 12:11, 10:39; 14:1). Mas, por favor, note que Lucas nunca se referiu ao “sábado dos judeus”, embora ele mencionasse o sábado repetidamente.

Cristo ensinou claramente que “o sábado foi feito para o homem” (Marcos 2:27). O fato é que Adão era o único homem na existência, no tempo que Deus fez o sábado. Não havia judeus no mundo pelo menos 2.000 anos após a criação. Ele nunca poderia ter sido feito para eles. Jesus usou o termo “homem” no sentido genérico, referindo-se à A mesma palavra é usada em conexão com a instituição do casamento, que também foi introduzido na criação. A mulher foi feita para o homem como o sábado foi feito para o homem. Certamente ninguém acredita que o casamento foi feito apenas para os judeus. O fato é que duas lindas e originais, instituições foram criadas por Deus antes do pecado entrar no mundo – o casamento e o sábado – Ambas foram feitas para o homem, ambas receberam a bênção especial do Criador e ambas continuam a ser tão santas agora como quando foram santificadas no Jardim do Éden.

Também é interessante notar que Jesus foi quem fez o sábado na primeira semana de tempo. Havia uma razão para a sua afirmação de ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28). Se Ele é o Senhor do sábado, então o sábado deve ser o dia do Senhor. João teve uma visão sobre “o dia do Senhor”, de acordo com Apocalipse 1:10. Aquele dia tinha que ser o sábado. É o único dia assim designado e reivindicado por Deus na Bíblia. Ao escrever os Dez Mandamentos, Deus chamou-lhe “o sábado do Senhor” (Êxodo 20:10). Em Isaías, Ele é citado como tendo dito: “meu santo dia” (Isaías 58:13).

Mas não devemos ignorar o fato de que esse Deus que criou o mundo e fez o sábado foi o próprio Jesus Cristo. João escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez…E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:1-3, 14).

Paulo claramente identificou Jesus como o Criador “. . . seu Filho amado: em quem temos a redenção… Porque nele foram criadas todas as coisas” (Colossenses 1:13-16).

Para os cristãos separar Jesus do sábado é um erro trágico. Pois Ele é o autor, o Criador, o Santificador, e o arquiteto do sábado. Desconsiderar a bênção que Ele colocou neste dia é negar a Sua autoridade.

Este argumento tem levado muitos a crer que o sábado existiu apenas durante um período limitado de tempo após a criação. Mas isso é um fato? Na verdade, o sábado nunca poderia ser apenas um tipo ou sombra de qualquer coisa, pela simples razão de que ele foi feita antes do pecado entrar na família humana. Certas sombras e observâncias típicas foram instituídas como conseqüência do pecado e apontavam para a libertação do pecado. Tais eram os sacrifícios empregados para simbolizar a morte de Jesus, o Cordeiro de Deus. Não teria havido nenhum sacrifício animal se não houvesse o pecado. Essas ofertas foram abolidas quando Cristo morreu na cruz, porque os tipos tinham encontrado o seu cumprimento (Mateus 27:51). Mas nenhuma sombra existiu antes do pecado entrar no mundo e, portanto, o sábado não poderia ser incluído na lei cerimonial de tipos e sombras.

Paulo se refere ao sistema temporário de ordenanças em Colossenses 2:14-16 como sendo “contra nós” e “contrário a nós.” Ele os amarrou a oferta de alimentos, libações, e festivais anuais da lei que foram “riscados”. É verdade que ele se refere também aos sábados no texto, mas tome cuidado e note que ele os chamou de “sábados que são sombras das coisas futuras”. Foram alguns dias de sábado destruídos na cruz? Sim, houve pelo menos quatro sábados anuais que aconteciam em certos dias fixos do mês, e que foram pregados à cruz. Eles eram sombras e exigiam carne específica e libações. Esses sábados anuais são descritos em Levítico 23:24-36 e, em seguida resumidos nos versos 37 e 38: “Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor…”.As escrituras claramente diferenciam os sábados anuais, o sábado das sombras, e o sábado semanal. Os sábados cerimoniais foram apagados na cruz, tinham sido adicionados como uma conseqüência do pecado. Mas o sábado da lei dos Dez Mandamentos, foi santificado antes do pecado ser introduzido no mundo e mais tarde foi incorporado a grande lei moral escrita pelo dedo de Deus. Ele era eterno em sua natureza.

2º Grande Falácia – Basta guardar qualquer dia em sete

Com este argumento Satanás preparou o mundo para aceitar um substituto para o sábado que Deus tinha ordenado. Sobre as tábuas de pedra Deus escreveu a grande e imutável lei dos séculos. Cada palavra era séria e significativa. Nem uma linha era ambígua ou misteriosa. Pecadores e cristãos, cultos e incultos, não têm problema em entender as
palavras simples e claras dos Dez Mandamentos. Deus explicou o que ele queria dizer. Ninguém tentou anular essa lei como muito complicada de compreender.

A maioria dos dez mandamentos começam com as mesmas palavras: “Não”, mas no coração da Lei encontramos o quarto mandamento que é introduzido com a palavra “Lembra-te”. Porque ele é diferente? Porque Deus estava ordenando chamar à memória algo que já existia, mas havia sido esquecido. Gênesis descreve a origem do sábado, com estas palavras, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera,… abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gênesis 2:1-3).

Qual o dia que Deus abençoou e santificou? O sétimo dia. Como deve ser santificado? Descansando. Pode qualquer um dos outros seis dias ser santificado? Não. Por que? Porque Deus não ordenou descansar nesses dias, mas trabalhar. A bênção de Deus faz diferença? Claro que sim. É por isso que os pais orarm para que Deus abençoe seus filhos. Eles acreditam que isso faz diferença. O sétimo dia é diferente de todos os outros seis dias, porque tem a bênção de Deus.

Mais algumas perguntas: Por que Deus abençoe este dia? Porque Ele criou o mundo em seis dias. Era o aniversário do mundo, um memorial de um ato poderoso. Pode o memorial do sábado ser alterado? Nunca. Porque ele aponta para trás, para um fato consumado. 04 de julho é o Dia da Independência nos EUA. Pode ser mudado? Não. Porque a Declaração de Independência foi assinada em 04 de julho de 1776. Seu aniversário também não pode ser mudado. É um memorial de seu nascimento, que aconteceu em um dia definido. A História teria de acontecer novamente para alterar o seu aniversário, para mudar o Dia da Independência, ou para mudar o dia de sábado. Podemos chamar um outro dia de Dia da Independência, e podemos chamar a outro dia de sábado, mas isso não significa que seja assim.

Será que Deus sempre dá ao homem o privilégio de escolher seu próprio dia de descanso? Não, Ele não dá. Na verdade, Deus confirmou na Bíblia que o sábado foi resolvido e selado por sua própria escolha divina e não deve ser adulterado. Leia Êxodo 16 sobre a concessão do maná. Durante 40 anos, Deus operou três milagres a cada semana para mostrar a Israel que dia era sagrado. (1) Não caía maná no sétimo dia; (2) eles não podiam colher o maná durante a noite para o dia seguinte, pois ele se deteriorava; (3), mas quando eles guardavam o maná para o sábado, ele mantinha-se doce e fresco!

Mas alguns israelitas tinham a mesma idéia que muitos cristãos modernos. Eles sentiram que qualquer dia, em sete ficaria bem para o guardarem: “E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” (Êxodo 16:27, 28). Essas pessoas pensaram que qualquer outro dia podia ser guardado como o sábado. Talvez estavam planejando observar o primeiro dia da semana, ou algum outro dia que lhes fosse mais conveniente. O que aconteceu? Deus os encontrou e os acusou de quebrarem a sua lei colocando-se a trabalhar no sétimo dia. Deus diria a mesma coisa para aqueles que violam o sábado hoje em dia? Sim. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, Ele não muda. Deus deixou bem claro que, independentemente de seus sentimentos, aqueles que saem para trabalhar no sábado são culpados de violarem a Sua lei. Tiago explica que é pecado quebrar qualquer um dos Dez Mandamentos: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei” (Tiago 2:10-11).

3º Grande Falácia – Não é possível localizar o verdadeiro sétimo dia

Essa é uma falácia que tem confortado muito na desobediência do quarto mandamento. Isso simplesmente não é verdade. Aqui estão quatro provas positivas que identificam o verdadeiro sábado de hoje:

1. Segundo as Escrituras, Cristo morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo, primeiro dia da semana.

Praticamente todas as igrejas reconhecem esse fato, observando o Domingo de Páscoa e a Sexta-Feira Santa. Aqui está a prova bíblica: “chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus;e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. Era o dia da preparação, e ia começar o sábado” (Lucas 23:52-54).

Aqui está a prova de que Jesus morreu na véspera do sábado. Era o chamado “dia da preparação”, porque era a hora de se preparar para o sábado. Leiamos os próximos versículos: “E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lucas 23:55-56).

Por favor note que as mulheres descansaram durante o sábado, “segundo o mandamento”. O mandamento diz: “O sétimo dia é o sábado”, por isso sabemos que eles estavam observando sábado. Mas o versículo seguinte diz: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro” (Lucas 24:1-2).

Quão claramente estes três dias consecutivos são descritos para nós. Ele morreu sexta-feira, o dia da preparação, comumente chamado de Sexta-Feira Santa. Ele descansou no túmulo, no sétimo dia, sábado, “conforme o mandamento.” Depois, no domingo, primeiro dia da semana, o Domingo de Páscoa para muitos, Jesus ressuscitou dos mortos.

Quem pode localizar a Sexta-feira Santa ou o Domingo de Páscoa terá absolutamente nenhuma dificuldade em encontrar o verdadeiro sábado.

2. O calendário não foi alterado de modo a confundir os dias da semana.

Nós podemos ter certeza que o nosso sétimo dia é o mesmo dia, que Jesus observou quando Ele estave aqui. O Papa Gregório XIII fez uma mudança no calendário em 1582, mas ela não interferiu com o ciclo semanal. O nosso atual calendário gregoriano foi nomeado depois, quando ele fez aquela pequena alteração em 1582.

O que o Papa Gregório fez no calendário?

“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.

Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb. Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.

Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.

Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.

Quando guardamos o sábado do sétimo dia, estamos observando o mesmo dia que Jesus observou, e Ele fazia isso toda semana de acordo com Lucas 4:16.

3. A terceira evidência para o verdadeiro sábado é a mais conclusiva de todas. O povo judeu tem observado o sétimo dia desde a época de Abraão, e ainda o observa hoje.

Aqui está uma nação inteira – Milhões de indivíduos – que tem contado o tempo meticulosamente, semana após semana, com calendário ou sem calendário, a milhares de anos. Poderiam eles ter perdido a trilha?

Impossível. A única forma que poderiam ter perdido um dia teria sido toda a nação ter dormido 24 horas a mais e ninguém lhes dizer sobre isso mais tarde.

Não houve nenhuma mudança ou perda do sábado desde que Deus o criou em Gênesis. A origem da semana é encontrada na história da criação. Não há nenhuma razão científica ou astronômica para medir o tempo em ciclos de sete dias. É um arranjo arbitrário de Deus e foi miraculosamente preservado por uma razão: porque o santo dia de sábado aponta para o poder criativo do único Deus verdadeiro. É um sinal de Sua soberania sobre o mundo e sobre a vida humana, um sinal da criação e da redenção.

Não é esta a razão pela qual Deus irá preservar a observância do sábado por toda a eternidade? Nós lemos em Isaías 66:22, 23: “Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor” (Isaías 66:22-23). O sábado é tão precioso para Deus que Ele terá o seu povo o observando na Nova Terra. Se é tão precioso para Ele, não deveria ser precioso para nós? Se nós vamos guardá-lo na eternidade, então, não deveríamos guardá-lo desde agora?

Em uma época de falsos deuses, da evolução ateísta, e das tradições dos homens, o mundo precisa do sábado mais do que nunca como uma prova de nossa lealdade para com o grande Deus Criador e um sinal de nossa santificação através do Seu poder.

4. Prova número quatro está no fato de que mais de cem línguas da terra usam a palavra “sábado” para o sábado.

Por exemplo, a palavra espanhola para o sábado é “Sábado”, que significa sábado. O que isso prova? Isso prova que quando as centenas de línguas se originaram no tempo, muito tempo atrás, o sábado era reconhecido como o dia de sábado e foi incorporado ao próprio nome do dia.

4º Grande Falácia – O sábado era apenas um memorial de Libertação do Egito

Essa idéia estranha é extraída de um único texto do Antigo Testamento e é distorcida para contradizer muitas declarações claras sobre a verdadeira origem do sábado. O texto encontra-se em Deuteronômio 5:14-15: “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado”.

Algumas pessoas supõe a partir deste texto que Deus deu o sábado como um memorial do Êxodo do Egito. Mas a história do Gênesis da instituição do sábado (Gênesis 2:1-3) e a redação do quarto mandamento de Deus (Êxodo 20:11) revela o sábado como um memorial da criação.

A chave para entender estes dois versos repousa na palavra “servo.” Deus disse: “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito.” E na frase anterior a esta, os lembra “que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu”. Em outras palavras, a sua experiência no Egito como servos iria lembrá-los a lidarem de forma justa com seus servos, dando-lhes o descanso sabático. Na mesma linha Deus ordenara: “Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis… pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Levítico 19:33-34).

Não era incomum Deus relembrar a libertação do Egito como um incentivo para obedecerem aos outros mandamentos. Em Deuteronômio 24:17, 18, Deus disse: “Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires”.

Nem o mandamento para serem justos nem o de guardar o sábado foi dado para lembrar o Êxodo, mas Deus lhes disse que a Sua bondade ao tirá-los do cativeiro constituiu um forte motivo adicional para que tratassem amavelmente seus servos e tratassem com justiça os estrangeiros e as viúvas.

Da mesma forma, Deus falou com eles em Levítico 11:45: “porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo”. Certamente ninguém insistiria que a santidade não existia antes do Êxodo, ou que seria sempre limitada apenas aos judeus, para relembrarem a sua libertação.

5º Grande Falácia – Guardar o domingo, em Honra da Ressurreição

É verdade que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, mas em nenhum lugar há o menor indício na Bíblia para alguém guardar esse dia. A base para a observância do sábado é o comando direto escrito pela mão de Deus.

Muitos eventos maravilhosos ocorreram em determinados dias da semana, mas não temos ordem de guardá-los como santos. Jesus morreu por nossos pecados na sexta-feira. Isso é provavelmente o evento mais significativo em toda a história registrada. Ele marca o momento que minha sentença de morte foi comutada e a minha salvação garantida. Mas nenhum texto bíblico sugere que devemos observar este dia de tamanha importância.

Foi um momento dramático, quando Jesus ressuscitou dos mortos, naquela manhã de domingo, mas não há um traço de evidência bíblica de que devemos observá-lo em honra da ressurreição. Não há nenhum exemplo da observância do domingo encontrado registrado nas Escrituras.

Há, naturalmente, um memorial da ressurreição ordenado na Bíblia, mas não é a guarda do domingo. Paulo escreveu: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4).

O Batismo é o memorial da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Aqueles que acreditam que a observância do domingo honra Sua ressurreição citam a reunião dos discípulos no cenáculo no mesmo dia que Ele ressuscitou dos mortos. Para eles esta reunião foi para celebrar a Sua ressurreição. Mas quando lemos o relato bíblico do evento, descobrimos que as circunstâncias eram bem diferentes. Lucas nos diz que, embora os discípulos foram confrontados com a história do testemunho ocular de Maria Madalena, eles “não acreditaram”. “Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido” (Marcos 16:12-14).

Obviamente, nenhum desses discípulos que estavam no cenáculo acreditaram que Ele havia ressuscitado, então eles não poderiam estar ali reunidos alegremente celebrando a ressurreição de Jesus. João explica a razão para estarem reunidos com estas palavras: eles estavam “reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus” (João 20:19).

Assim, temos analisado os principais argumentos usados contra a observância do santo Sábado de Deus. Nenhum desses argumentos fornece um traço de evidência de que Deus mudou de opinião sobre o sábado. Quando ele escreveu a palavra “lembrar” ao quarto mandamento, era em referência ao mesmo sétimo dia que aparece em nosso calendário de parede. Nem os homens nem os demônios podem diminuir a validade dessa eterna lei moral. Que Deus conceda a cada um de nós a coragem para honrar o mandamento do sábado como um teste especial do céu ao nosso amor e lealdade. Como nós descobrimos, quando Jesus voltar, vamos guardar esse mesmo sábado com Ele, na eternidade. Amém; vem, Senhor Jesus !

Texto de autoria de Joe Crews publicado no site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

Lembra-te do teu nome!



No passado dia 9 de outubro, durante o Conselho Anual da Conferência Geral, o Pr. Ted Wilson, presidente mundial da Igreja, apresentou um sermão intitulado "Lembra-te do Teu Nome". Tal e qual a pregação inicial do seu mandato como líder da Igreja, este tema impressionou-me bastante, e quero partilhar com os irmãos aquelas que me parecem ser as linhas principais da sua intervenção.

Creio não ter sido inocente a escolha do relato da criação, em Génesis 1 e 2, para demonstrar que desde sempre Deus atribuiu grande importância aos nomes, o termo respetivo que identifica tudo e todos. Em meio a alguma confusão que tem surgido no nosso meio acerca da interpretação daqueles capítulos (confusão essa que é, diga-se, de todo despropositada e totalmente dispensável...), o Pr. Wilson assume, mais uma vez, a clara posição de quem lê o registo da criação como uma história literal, onde, pela primeira vez, o Criador atribui nomes à Sua criação - desde a luz, as plantas, os animais, etc..

Da mesma forma, o nome dos indivíduos comprova esta relevância, não sendo de ignorar as vezes em que homens e mulheres viram o seu próprio nome alterado por Deus (ex.: Abrão, Sarai, Saulo, etc.), para além dos significados desses nomes que, em muitos casos, transportavam em si uma grande mensagem da parte de Deus (ex.: Israel, Daniel, Emanuel).

No meio desta analogia, achei brilhante a comparação entre o nome de João e o da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia. Veja-se que o primeiro foi explicitamente anunciado por um anjo a Zacarias, pai da criança ainda por nascer; o nome da nossa igreja, foi o resultado do debate existido entre os pais do nosso movimento, com a devida aprovação divina, quando, através da irmã Ellen White soubemos que não poderíamos ter escolhido nome melhor.

Assim, o Pr. Wilson destaca - por várias vezes - a necessidade urgente de assumirmos e usarmos sem reservas o nome que nos identifica como um povo diferente, com uma missão específica: somos Adventistas do Sétimo Dia! Ao fazê-lo, diz o líder mundial, estaremos com esta curta designação, a pregar uma enorme mensagem!

Um ministério prático e uma vida santificada são os frutos visíveis de quem, além de assumir-se como Adventista do Sétimo Dia, se comporta como tal. Diz o Pr. Wilson que "somos capacitados a seguir vidas plenas e equilibradas, caraterizadas por uma dieta vegetariana saudável, um vestuário modesto, uma forte ética laboral, gestão correta e uma alegria vitoriosa que atraia pessoas a Cristo". Para isso, somos fortalecidos pelo Senhor naquilo que está para além da nossa força.

Uma aparente paradoxo curioso, sobre o qual nunca tinha pensado, é-nos sugerido pelo Pr. Wilson: somos o povo que proclama o breve e eminente final da história deste mundo... há 160 anos! Realmente, comportar na mesma ideia brevidade e eminência com uma espera de 160 anos... convenhamos que é motivo de séria reflexão!Virá daqui um raciocínio derrotista e frustrante? Não, bem pelo contrário! E começando pelos jovens da Igreja, o Pr. Wilson inspira-os a "se erguerem pela verdade Bíblica, reclamando a enorme herança espiritual", com "forte proclamação da verdade pelo testemunho pessoal". E para isso, quais as bases, os fundamentos onde essa acção se deve estabelecer? Muito simplesmente uma "pregação e ensino sólidos da Bíblia e Espírito de Profecia" (mais uma vez, o Pr. Wilson menciona e valoriza os escritos da irmã White, que, tristemente, alguns insistem em relativizar aos tempos modernos...).

E se pensa que o nosso presidente hesita em apontar os perigos, saiba que ele disse clara e nitidamente: "evitem a tremenda tentação de meramente se entreterem, antes sejam ativos em serviço pelos outros. Não preencham as mentes com música que não glorifica o Senhor, antes mantenham uma canção de louvor no coração".

E, indo mais fundo na questão, veja bem o quão incisivo o Pr. Wilson quis ser, ainda dirigindo-se particularmente aos jovens: "ajudem o movimento Adventista do Sétimo Dia a regressar á sua santidade original. Resistam à tendência de adequar a vossa fé às areias movediças da experiência mística. Antes, construam as fundações sob a rocha sólida da Palavra de Deus e estabeleçam-se num claro 'assim diz e Senhor'"!

Paro um pouco para partilhar que este parágrafo anterior é das mensagens mais urgentes que já ouvi um líder fazer à nossa juventude - e não só! Não duvido que no âmbito deste apelo se incluem todos os irmãos independentemente da sua idade!Pensando novamente nessas teorias que defendem uma interpretação mais relativizada do texto Bíblico, o Pr. Wilson não deixa dúvidas na questão, quando relembra que os nossos pioneiros "assumiam a Bíblia literalmente, mesmo quando isso os levava para longe dos mais populares erros aceites nas igrejas desse tempo". Para mim, a mensagem parece-me encontrar acolhimento numa ideia que já defendi neste espaço: não importa se o mundo inteiro se volta contra; se é assim que Deus diz, então que seja assim!

Porque razão, então, deveríamos abrandar a divulgação do nosso nome distintivo, quando ele mesmo permite, como já disse, fazer em poucas palavras uma brilhante pregação e reporta para a verdade que deverá ser o teste final de um mundo corrupto?

Esta pergunta está baseada num texto da irmã White citado pelo Pr. Wilson e aborda um ponto que, de forma irredutível, distingue a nossa igreja da esmagadora maioria das outras: a guarda do Sábado, como dia separado e santificado por Deus. Diz em Mensagens Escolhidas, v. 2, p.384: "somos Adventistas do Sétimo Dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas."O Sábado, embora motivo de divergência e eventualmente confrontação, "não deve ser minimizado, mas acentuado", sugeriu o Pr. Wilson. Pois bem, se algum Adventista do Sétimo Dia defende um abrandamento (diria melhor, afrouxamento...) de discurso porque eventualmente não será simpático para o ouvinte a nossa clara e distinta pregação, saiba que essa não é a visão do nosso presidente...

A este respeito, e antecipando perigos que já vemos à nossa volta mas que alguns insistem em minimizar, o Pr. Wilson alerta que "não devemos alinhar-nos com nenhuma outra organização religiosa ou corpo ecuménico"! É caso para dizer 'Amén, Pr. Wilson!'

Pessoalmente, não que eu precisasse deste forte apelo (para alguns severa repreensão) por parte do Pr. Wilson; somente, vem confirmar o que penso desses encontros que, como que por demissão de responsabilidades, entre nós se preferem chamar de interconfessionais: não fazem bem algum e as pouquíssimas vantagens são esmagadas pelos enormes perigos!

Naturalmente, refere o presidente "devemos mostrar-nos amigáveis e com respeito para com todos"; mas Ellen White, no mesmo livro mencionado, p. 371 diz: "não deve haver transigência com os que anulam a lei de Deus. Não é seguro neles descansar como conselheiros. Nosso testemunho não deve ser menos decidido agora do que anteriormente; não devemos pôr uma capa em nossa posição real a fim de agradar oDestaco também, como um dos principais aspetos deste sermão, um apelo a que o nosso nome seja proclamado no primeiro lugar a isso destinado: os púlpitos das nossas igrejas, que devem ser ocupados principalmente com pregações acerca da breve volta de Jesus a esta terra! Este deve ser o tema maior de todos os nossos serviços e conversas!

Finalmente, e confesso que fiquei muito impressionado com esta postura do Pr. Wilson, o nosso líder mundial não teve qualquer problema em chamar de volta ao seio da igreja aqueles que, por algum motivo, se deixaram esmorecer na fé, e têm andado distantes dos caminhos do Senhor. Para isso, o Pr. Wilson, baseado em Oseias 6:1-3 "vinde, voltemos para o Senhor", dirigiu-se à congregação presente pedindo perdão por erros cometidos.

Ora aqui está um líder que em vez de dizer o que é preciso fazer, faz ele mesmo, servindo de grande exemplo aos seus liderados!

Confissão, humilhação e arrependimento perante Deus: eis o que o Pr. Wilson apresentou pessoalmente perante esta reunião da Igreja Mundial e que é o maior testemunho que poderia deixar a qualquer Adventista do Sétimo Dia no mundo inteiro.

Por fim, uma nota pessoal: foi com grande interesse que assisti à nomeação do Pr. Ted Wilson para a posição de presidente da Conferência Geral. Não o conhecendo bem antes, fiquei animadíssimo quando ouvi o seu sermão inicial. Por isso, tenho estado o mais atento possível a todas as suas iniciativas e palavras dirigidas à igrejas. mundo".Para mim , é mais do que esclarecedor.Pela graça de Deus, tenho a dizer que as minhas melhores expetativas têm sido largamente superadas. Ainda que errante, como qualquer um de nós, creio que o Pr. Wilson é um homem para este tempo. Exige-se um homem determinado, corajoso, destemido no Senhor e empenhado em servi-Lo acima de qualquer outro interesse. Creio que o Pr. Wilson tem demonstrado estar capacitado por Deus com estas qualidades.

Estou certo que nos próximos meses esta sensação será confirmada. Que Deus o fortaleça sempre com a força que precisar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Questão de Paulo ‘Tornar-se Como’ ou ‘Ser Como’



O Mito do Paulo-Livre-da-Lei Permanece
Entre Cristãos e Judeus


(The Myth of the 'Law-Free' Paul Standing
Between Christians and Jews)

[Excerto]


Mark D. Nanos


Rockhurst University

Traduzido por César B. Rien

A Questão de Paulo ‘Tornar-se Como’ ou ‘Ser Como’

Enquanto o consenso esmagador aceita que Paulo era contra guardar as
normas dietéticas judaicas em Antioquia, alguns intérpretes reconhecem que a lógica
do argumento de Paulo em 1ª Coríntios transmite tanto que ele desaprovava o
comer da comida que se sabia ser idolátrica, quanto o fato de que ele próprio não
comia comida idolátrica, por exemplo, quando evangelizando entre os idólatras.48
A
minha própria pesquisa fortalece este segundo caso.49
Os "débeis" ou "prejudicados",
em 1ª Coríntios 8-10, provavelmente não são seguidores de Cristo, mas politeístas
(pagãos), aqueles que ainda praticam ritos idolátricos como uma questão de
princípio. "Eles" são "alguns" que necessitam deste conhecimento do Deus Único,
que até agora estavam acostumados a comer comida idolátrica sem sentir que não é
correto fazer assim (v. 7), diferentemente do público de Paulo, que é o "nós" que
conhecemos o Deus Único e que "tem o conhecimento" que essas estátuas não
representam deuses reais (8:1-6). E por que fariam diferente, se eles não são seguidores
de Cristo, mas idólatras?

48 Peter J. Tomson, Paul and the Jewish Law: Halakha in the Letters of the Apostle to the
Gentiles, CRINT (Assen and Minneapolis: Van Gorcum and Fortress Press, 1990); Peter
David Gooch, Dangerous Food: I Corinthians 8-10 in its Context, SCJ 5 (Waterloo, Ontario:
Wilfrid Laurier University Press, 1993); Alex T. Cheung, Idol Food in Corinth: Jewish Background
and Pauline Legacy, JSNT Sup 176 (Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999);
John Fotopoulos, Food Offered to Idols in Roman Corinth: A Social-rhetorical Reconsideration
of 1 Corinthians 8:1-11:1, WUNT 2.151 (Tübingen: Mohr Siebeck, 2003).
49 "Polytheist Identity"; "Paul's Relationship to Torah in Light of His Strategy 'to Become
Everything to Everyone' (1 Corinthians 9:19-23)," Interdisciplinary Academic Seminar: New
Perspectives on Paul and the Jews, Katholieke Universiteit, Leuven, Belgium, September 1415,
2009, estabelece este caso de modo detalhado.



A questão levantada pelos coríntios seguidores de Cristo é se eles podem
comer a comida que era ou tinha sido sacrificada a ídolos. Eles raciocinam que
desde que eles não mais acreditam que esses ídolos representam deuses e
senhores, a comida oferecida a eles não tem nenhuma santidade. Comer comida
relacionada aos ídolos com indiferença teria a vantagem de testemunhar as suas
convicções do Evangelho e, ao mesmo tempo, não causaria ofensa aos seus vizinhos
politeístas. A retirada de todos os contextos onde era servida e de onde era
comprada no mercado, em contraste, seria parecida com um suicídio social, como
se residissem à parte do mundo. Como eles deveriam viver quando praticamente
cada compromisso social e a maior parte da comida disponível para refeições implicavam
alguma associação com a idolatria da sua família, vizinhos e companheiros
de trabalho politeístas, e com a vida cívica em geral?

Contudo, Paulo vê as coisas de um ponto de vista judaico fundamentado
na Torá, e evita a lógica do apelo deles para comer a comida idolátrica. O seu
raciocínio provavelmente os surpreendeu, já que os israelitas sustentavam há muito
tempo que os ídolos eram meramente estátuas, que não deviam ser construídas.
Aqueles que adoravam os deuses através dos "ídolos" eram considerados como
sendo mal-guiados, no mínimo. Mas ele não segue a idéia de que se pode participar
com indiferença em ritos idolátricos ou até comer a comida que tinha sido usada em
qualquer desses ritos, inclusive quando mais tarde estava disponível no mercado.
Melhor, ela deve ser evitada como se estivesse infectada com poderes que
procuram rivalizar com Deus e prejudicar Seu povo.50
Portanto, Paulo sustenta que
antes que testemunhar aos seus vizinhos politeístas, comer dessa comida idolátrica
pode servir de escândalo para eles, levando-os a continuar na idolatria sob a
impressão de que a fé em Cristo sanciona tal comportamento. Eles permanecerão
ignorantes sobre a proposição do Deus Único, que está no coração da confissão
deste subgrupo judaico, a comunidade da fé em Cristo.

50 Paradoxalmente, a Escritura não banaliza os ídolos como deuses sem sentido e
proscritos como demoníacos e perigosos para os que estão em Aliança com o Deus Único
(e.g., compare Deu. 32:21 com vv. 16-17; Isa. 8:19 e 19:3 com os capítulos 40 e 44; cf. Wis
13—16; ver também Sal. 106:36-39; 1 Enoque 19; Jubileus 11.4-6); outros deuses, e
senhores são implicitamente reconhecidos a existir, apesar de serem menores do que oDeus de Israel, e eles não devem ser honrados pelos israelitas (Êxo. 15:11; 20:2-6; 22:28;
Deu. 4:19; 29:26; 32:8-9; Sal. 82:1; Miquéias 4:5; Tiago 2:19); imagens de outros deusesdevem ser destruídas na terra de Israel (Êxo. 23:24; Deu. 7:5). Ver Tomson, Paul, 151-77,
208-20; Cheung, Idol Food, 39-81, 152-64, 300-1.



Mas, por quê Paulo não dá uma resposta direta e diz que a Torá ensina
que o "conhecimento" sobre Cristo é não comer alimentos idólatras? Porque o seu
público-alvo não é composto por judeus, assim, eles não estão sob a Torá, nos
mesmos termos que os israelitas. O entendimento de Paulo sobre a lógica da
verdade é que Deus é Um e é o Deus Único de Israel, e que o Evangelho o
constrange a tal ponto. Assim, ele inicia 1ª Coríntios 8 com os primeiros princípios.
Ele concorda com os seguidores de Cristo que "sabem" que não existe tal coisa
como os deuses e senhores que essas estátuas representam (v. 4). No entanto, ele
acrescenta, como parte de seu apelo lógico para o Shemá -a proclamação para
Israel, e para os gentios crentes em Cristo também -que há coisas como outros
deuses e senhores, a quem ele vai identificar como demônios (v. 5; 10:20-21).
Então, ele escreve no equilíbrio do capítulo 8, que, porque alguns não têm esse
conhecimento, sendo "fracos/prejudicados", o "conhecedor" deve abster-se de comportar-
se como se todas as coisas relacionadas aos ídolos fossem consideradas
profanas. Fazer isso irá prejudicar os "fracos" politeístas, pois pensam que essas
coisas são sagradas para os deuses e senhores aos quais são dedicados. Esse
comportamento não enviaria a mensagem para esses "prejudicados", ainda não-
crentes em Cristo "irmãos pelos quais Cristo morreu" (8:11-12, cf. Rom. 5:6-10), que
eles, juntamente com os seguidores de Cristo e todos os israelitas, se abstenham de
tal comportamento e voltem para o Deus Único e sem igual.51


Após uma digressão no capítulo 9, para explicar o próprio auto-sacrifício
no modo de viver, inclusive como ele adapta sua retórica a cada grupo que procura
ganhar, Paulo move o argumento contra o comer alimentos oferecidos aos ídolos até
a etapa seguinte no capítulo 10. Evitando até certo ponto o apelo direto às injunções
da Torá, ele invoca exemplos da Torá para deixar claro que aquele que come à me


51 Cf. Nanos, "Polytheist Identity," para uma discussão aprofundada da lógica para a
compreensão dos “irmãos” asthenes ( "fracos/prejudicados") como os idólatras não-crentes
em Cristo, e da preocupação da carta em ganhá-los para Cristo. Note que os pais da Igreja
continuaram agindo conforme esse entendimento da construção de estranhos como
parentes. Inácio (final do 1º, início do 2º séc.) convida seus destinatários a orar por pessoas
de fora da igreja, e de se comportarem como "irmãos/irmãs [adelphoi]" para eles, tal como
expresso através da imitação como Cristo viveu humildemente com o seu próximo, incluindo
a escolha de ser injustiçado, apesar do erro deles (Eph. 10; cf. Mart. Pol. 1.2). E embora
Crisóstomo (final do 4º séc.) entendesse o prejudicado em 1ª Cor. 8—10 sendo os
seguidores de Cristo, ele sustentava que os cristãos da base socioeconômica no seu próprio
público deveriam considerar como irmão o colega de classe social mais do que o da elite ou
rico (Cor. 117 [Homily XX]). Para exemplos não-cristãos da preocupação com os de fora do
próprio grupo filosófico, ver Epictetus, Diatr. 1.9.4-6; 1.13.4, sobre os Cínicos em particular,
Diatr. 3. 22.81-82; Marcus Aurelius, 2.1; 7.22; 9.22-23.



sa do Senhor não pode também comer à mesa de outros deuses, assim chamados
demônios. Em outras palavras, ele admite que há poderes associados aos ídolos,
minando a concessão teórica com a qual ele iniciou este argumento que,
aparentemente, compartilhava a premissa dos gentios crentes em Cristo de que não
havia nenhuma coisa tal como outros deuses e senhores. Assim, apesar do fato de
Deus ter feito todas as coisas para serem comidas com a oração de santificação,
nem todas as coisas podem ser comidas. A pureza não é inerente à comida, mas
imputada pelo mandamento de Deus. Qualquer comida que se sabe ser comida
idolátrica, se disponível no mercado, ou oferecida na casa de um anfitrião, não pode
ser consumi-da. Os crentes em Cristo, como os israelitas bíblicos, devem abandonar
a idolatria, tanto por sua própria causa como por causa dos seus vizinhos
politeístas, seus irmãos e irmãs na Criação, aos quais Deus em Cristo procura remir
através deles.

Paulo não permitiu o comer alimentos sabidamente idolátricos, e não há
nenhuma indicação de que ele próprio alguma vez os comeu. As provas mostram o
contrário. Além disso, o ensino da igreja primitiva por séculos consistiu em que os
cristãos não deviam consumir a comida idolátrica, em parte, baseado na sua leitura
deste texto.52
O argumento de Paulo, inclusive aquele contido em 1ª Cor. 9:19-22,
confirma que o seu público sabia que ele era não só alguém que não comeria tal
comida, mas também alguém que esperava que eles agissem da mesma forma. Assim,
embora eles soubessem que ele era praticante da Torá, quando havia estado
entre eles em Corinto, a sua questão é um protesto pelo custo a sua vida cívica
causado por Paulo negar esta comida para eles como gentios. Eles sabiam que
pelos termos definidos na própria proclamação de Paulo da verdade do Evangelho,
ele entendia que eles permaneciam não-judeus e não estavam sujeitos à Torá.

Em Gál. 9:19-22, Paulo declara que para ganhar os judeus ele "se tornou
como um judeu," para ganhar os "debaixo de nomos" (lei/Aliança/Torá?) ele "tornou-

52 Acts 15:20, 29; 21:25; Rev 2:14, 19-20; Didache 6.3; Ignatius, Magn. 8—10; Pliny, Letters
10.96; Aristides, Apology 15.4; 12; Justin, Dial. 34.8; 35.1-2; Tertullian, Apol. 9.13-14; Cor.
10.4-7; 11.3; Spect. 13.2-4; Jejun. 2.4; 15.5; Mon. 5.3; Clement, Strom. 4.15.97.3; Tomson,
Paul, 177-86; Gooch, Dangerous Food, 122-27, 131-33; Cheung, Idol Food, 165-295; David
Moshe Freidenreich, "Foreign Food: A Comparatively-enriched Analysis of Jewish, Christian,
and Islamic Law" (PhD Thesis: Columbia University, 2006), 123-41. Barnabas 10.9, pode
sugerir um primeiro grupo que comia qualquer coisa, mas não é específico sobre a comida
idolátrica; e ver Tertuliano, Apol. 42.1-5.



se como alguém debaixo de nomos," mas também para ganhar o sem-lei ele "se tor
nou como um sem-lei" (anomos), e para ganhar o "fraco" ele "tornou-se fraco", que
são entendidos como inseguros na sua liberdade em Cristo, e então evitam comer a
comida idolátrica.53
Esta afirmação tem sido universalmente compreeendida como
significando que Paulo considera a observância da Torá, inclusive o valor da própria
identidade judaica, como sendo só uma questão de conveniência evangélica. Aquela
interpretação, que com objetivos analíticos pode ser chamada "a adaptabilidade do
estilo de vida," depende da compreensão da motivação para "tornei-me como"
(egenomen hos) os membros de cada um dos vários grupos, para significar a
motivação para "eu imitar a conduta" de cada um deles.

Na visão de consenso, Paulo não compartilha com os vários grupos as
verdades da proposição, mas ele simplesmente copia certos aspectos do seu
comportamento, presumivelmente, para ganhar uma audiência entre eles fazendo-os
(erradamente) supor que ele poderia compartilhar de fato as suas convicções. Isto
aplica-se a tal conduta como comer conforme a Torá, quando com aqueles que
comem haláquicamente, e sem consideração à Torá, quando com aqueles que não
comem segundo as normas dietéticas judaicas. Em outras palavras, Paulo não se
"torna" de fato nem "torna-se como" cada grupo por ele referido, mas, em vez disso,
simplesmente "finge na superfície viver como" eles quando está entre cada um
deles. Então, ele abandona aquela conduta e vive como os outros quando entre
eles. Mas há outro modo de entender o argumento de Paulo, aqui, que evita implicar
que ele é indiferente à Torá como também que ele comprometia sua moralidade
atribuindo-lhe uma estratégia do tipo "troca-isca" [ou vira-casaca*].

Ao invés de sugerir que ele se relaciona com cada pessoa ou grupo imitando
seu estilo de vida, proponho que, ao invés disso, Paulo está se referindo a sua
estratégia retórica para persuadi-los. Seu "tornar-se como" não significa "comportarse
como," mas sim "argumentando como", ou "raciocinando como". Ele emprega
uma estratégia de "adaptabilidade retórica", amplamente acolhida na tradição filosó


53 Não está claro como a referência a esses "sob a lei" difere de "judeus", por exemplo.
Talvez ele se refira a prosélitos ou aos que representam as normas mais rigorosas, como
fariseus, alternativamente, pode referir-se a estar sob as leis ou convenções Romanas ou
outras. Do mesmo modo, não está claro se anomos refere-se a judeus sem-lei (talvez não-
praticantes), bem como para os não-judeus, ou somente para não-judeus, como se ele
tivesse escrito xoris nomos ( "sem-lei"). Veja o meu "Paul's Relationship to Torah" e "Paul
and Judaism."



fica de seu tempo, na qual um orador começa com as premissas daqueles a quem
procura persuadir, tendo ou não, em última análise, a intenção de destruir essas
premissas.54
Era o método de Sócrates, e ainda é empregada como um dos melhores
métodos para ensinar aos alunos. Rotineiramente, Paulo começa com verdades
proposicionais de seu público, seja para compartilhá-los, como faz com os judeus
e aqueles que são cumpridores da Torá, ou não, como nos casos daqueles
que ele chama sem-lei, ou os fracos que se dedicam à idolatria como uma questão
de convicção. Ele não se comporta como eles, mas argumenta de forma a adaptar-
se ao pensamento proposicional de cada grupo, que ele procura persuadir ao
Evangelho.

Assim, também aqui, ele se aproxima do conhecimento em Corinto sobre

o alimento idólatra, parecendo confirmar as premissas com as quais ele discorda, a
fim de levá-los a conclusões diferentes daquelas que eles tinham planejado.
Lucas descreve Paulo pregando aos filósofos, em Atenas, justamente
desta forma (Atos 17:16-34). Paulo começa a partir da premissa deles de que existe
um "Deus desconhecido", a quem dedicaram uma estátua. Paulo não começa
declarando que não existe tal coisa como deuses politeístas, mas baseia-se na
(errada) convicção deles de que este "ídolo" simboliza um deus. Então, ele declara a
identidade daquele Deus como sendo realmente o Deus de Israel. Em seguida, ele
passa a informá-los que este Deus não aprova a construção de estátuas de Si
mesmo, ou de qualquer outro suposto deus ou senhor. Paulo não faz essa crítica
óbvia no início de seu discurso, mas ela torna-se transparente à medida que ele se
move para sua conclusão de que o Deus de Israel é o único Deus Criador de toda a
humanidade. Desta forma, Paulo "tornou-se como" um idólatra para ganhar os
idólatras. Ele não se conduziu idolatricamente nem imitou a conduta idólatra,
pelo contrário, ele permanece como um judeu praticante da Torá enquanto
discute a partir das premissas dos politeístas aos quais procura persuadir.

Minha leitura não só evita a caracterização negativa de Paulo e seus
métodos como intencionalmente enganosos, que compromete de forma questionável

54 W. B. Stanford, The Ulysses Theme: A Study in the Adaptability of a Traditional Hero
(Dallas: Spring Publications, 1992), 90-101.



sua retidão, verdade e justiça, mas também desafia a noção de longa data de que 1ª
Coríntios 8-10 mostra claramente que Paulo é por definição livre-da-Torá. Em vez
disso, demonstro que ele é cumpridor da Torá e que ele constrói seus argumentos
assumindo que seu público está ciente deste fato. Intérpretes subsequentes,
supondo que seus contemporâneos compartilhavam o entendimento posterior que
Paulo fosse livre-da-Torá, não só terminaram por descaracterizá-lo, mas também
perderam a essência de seu ensino.

[Texto extraído das páginas 25 a 30 do estudo mencionado no título inicial. *A
observação entre colchetes foi acrescentada pelo tradutor.]

Advogado fala sobre relação entre guardadores do sabado e direitos legais




[Brasília, DF] Os adventistas do sétimo dia e outros guardadores do sábado costumam enfrentar dificuldades, em muitas circunstâncias, relacionadas à observância do sétimo dia em função de concursos públicos, provas e exames de vestibular marcados nesta data. A saída, muitas vezes, começa com um bom diálogo. Sobre este assunto, a reportagem da Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o diretor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, bacharel Luigi Braga, a respeito do assunto.

ASN – Qual a orientação que a Assessoria Jurídica da Divisão dá às pessoas que observam o sábado como dia de repouso e se deparam com concursos, provas e exames marcados para este dia?
Luigi Braga – O primeiro passo é uma boa conversa com o responsável pelo que irá acontecer no sábado em busca de alteração da data ou alguma medida especial alternativa. Se não for atendido, é necessário um pedido formal e por escrito. Em caso negativo, também, o ideal é juntar todos os documentos e buscar uma medida judicial para assegurar o direito. Em todas as etapas, assessoria jurídica é essencial. Para isso, cada campo (associação ou missão) da Igreja Adventista pode dar a consultoria com seus respectivos advogados, que já possuem bastante experiência no assunto.

ASN – Legislações estaduais e federal dão algum tipo de amparo aos observadores do sábado ou não?
Luigi Braga – Há muitas leis estaduais que reservam o direito dos sabatistas, todavia, há muitos questionamentos sobre a constitucionalidade das mesmas e muita discussão também sobre a abrangência delas. Temos algumas leis em tramitação no Congresso Nacional e outras sendo discutidas no STF (Supremo Tribunal Federal). Mas a grande garantia ainda é a Constituição Federal que assegura a liberdade religiosa. Estamos trabalhando em duas frentes: uma em busca de uma lei federal clara sobre o tema e outra em obter um pronunciamento claro e direto do Supremo Tribunal Federal sobre o alcance dos dispositivos da Constituição sobre o tema. De uma forma ou de outra, Deus proporcionará um avanço na luta pela guarda do dia de Sábado.

ASN – Existem alguns casos em que houve possibilidade de mudança da data ou, então, a pessoa que observa o sábado conseguiu autorização para fazer a prova, exame ou concurso em outro horário?
Luigi Braga – Muitos casos sejam através de pleitos administrativos ou judiciais. Nossas estatísticas de vitórias são uma bênção! Nosso desafio atualmente é o concurso público do MPU (Ministério Público da União). Muitos adventistas estão inscritos e vamos buscar a mudança de data ou uma medida alternativa. Que Deus possa prover mais esta porta para os adventistas que possuem o ideal de fidelidade no dia de adoração ocupar cargos importantes no Brasil.


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Cumprimento Antitípico das festas do Outono




CUMPRIMENTO ANTITÍPICO DAS FESTAS DO OUTONO


Por César B. Rien

Apocalipse 1:10, no aramaico, contém a expressão YOMÁ D'KHAD'
BSÁBA (manuscrito Crowford), que traduzido é: "primeiro do sétimo". João não
estava se referindo ao primeiro dia da semana, como erradamente consta em
algumas Bíblias, onde se faz traduzir como domingo.

Tampouco se refere ao Dia do Juízo, como a tradução grega KURIOS
HEMERA induz a pensar. Mas também não era o Sábado, como a tradução DIA DO
SENHOR pode induzir. Quem traduziu essa expressão aramaica para o grego não
tinha noção de como a estrutura literária do Apocalipse está totalmente montada
sobre o significado profético das Festas do Outono, porque são elas que apontam
para o 2º Advento do Redentor Jesus Cristo.

"Primeiro do sétimo" é melhor traduzido como sendo o 1º dia do 7º mês,
que é o Dia das Trombetas (YOM TERUÁ). Ali, Jesus está fazendo a demonstração
a João de como o Dia das Trombetas se cumpre nEle, motivo pelo qual Sua voz soa
aos ouvidos de João como uma TROMBETA (Apo. 1:10 e 4:1). Não esqueçamos
que os tipos proféticos das Festas do Senhor de Lev. 23 sempre apontam para o
Messias de Israel (Jesus) e Sua Obra Salvífica. Assim, então, ao aparecer em visão
a João no DIA DAS TROMBETAS, o Senhor Jesus está demonstrando para Seu
Povo de que forma essa festa profética se cumpre nEle. Esse é o cumprimentocristológico do Dia das Trombetas, porque o YOM TERUÁ é a primeira das Festas
do Outono. Desta forma, o Salvador ressurreto e glorificado, tendo reassumido todas
as prerrogativas de Sua Divindade, mostra-nos, através do relato de João, que no
Dia das Trombetas antitípico foi dado início ao cumprimento do signficado profético
dessa festa prefigurativa. O YOM TERUÁ inaugura o período do JUÍZO
ESCATOLÓGICO, que vai do dia 1º do 7º mês (TISHRI) até o dia 10 (YOM KIPUR)
desse mesmo mês do calendário religioso judaico. Assim, o Juízo é inaugurado noDIA DAS TROMBETAS e é consumado no YOM KIPUR (DIA DA EXPIAÇÃO),
quando será fechada a Porta da Graça.

Isso não significa que o Juízo escatológico tenha acabado 10 dias após a
visão dada a João. Nada disso! Ali, na Ilha de Patmos, no Dia das Trombetas
daquele ano, foi inaugurado o início do período do Juízo escatológico. Por esse
motivo, o Apocalipse nos mostra a existência de SETE TROMBETAS que anunciama aproximação inexorável do DIA DO JUÍZO FINAL. Como há um período de 7
meses entre a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos e como Deus ordenou a Moisés
que fizesse soar a trombeta no início de cada mês (lua nova), assim as SETE
TROMBETAS do Apocalipse assinalam o período de transição entre os eventos
ocorridos por ocasião do 1º ADVENTO e os eventos que apontam para o 2º
ADVENTO. Portanto, a sétima trombeta deve soar no 7º mês, sendo que o 1º dia
desse mês é o DIA DAS TROMBETAS. Leiamos o que Sir Isaac Newton afirma
sobre isso:

"Então a sétima trombeta anuncia o Dia do Juízo." (in As Profecias do
Apocalipse e o Livro de Daniel -As Raízes do Código da Bíblia, 1ª Edição Integral
em Língua Portuguesa, Editora Pensamento, São Paulo, 2008, pág. 194.)

Esse grande cientista completou sua obra científica até os 24 anos de
idade, passando, após, a dedicar o restante de sua vida ao estudo de Daniel e



Apocalipse. Passados quase 2000 anos da visão em Patmos, estamos aguardando
a finalização desse período, que ocorrerá infalivelmente no Dia do Perdão (Dia da
Expiação), com o fechamento da Porta da Graça, dando início às 7 últimas pragas,
as quais representam a inauguração da execução da sentença desse Juízo sobre os
ímpios, por haverem rejeitado a Salvação pela Graça e a Justificação mediante a fé
em Cristo, comprados para nós pelo Sangue de Jesus. Leiamos, agora, a explicação
do Rabino André Chouraqui sobre o Dia da Expiação:

"Yom kipur, o Dia das Expiações, dez dias depois [do yom Teruá], constitui

o grande sabá do ano -um jejum austero que prefigura o Juízo de Deus." (in Os
Homens da Bíblia, Editora Schwarcz Ltda., RJ, 1990, p. 128).
A Salvação é pela Graça, mediante a fé, mas o critério do Juízo são as
obras (1ª Ped. 1:17 e Apo. 22:12), porque elas revelam o caráter do crente (Ecl.
12:13-14). Por tal motivo, os que aceitam a Justificação pela Fé e a Redenção
Eterna são vistos no Apocalipse com vestiduras brancas, pois lavaram o caráter e o
alvejaram no Sangue do Cordeiro, ou seja, aceitaram a Graça dos efeitos salvíficos
do Sangue de Jesus derramado em favor deles na Cruz do Calvário (1ª João 1:7,
Heb. 9:14 e 10:22, Apo. 7;14 e 22:14).

Para eles, a Festa dos Tabernáculos (Apo. 7:9-15) representa a
apropriação do galardão que o Senhor Jesus lhes concederá como recompensa pela
fidelidade e pela obediência, apontados no Apocalipse como "os que guardam os
mandamentos de Deus e têm a Fé de Jesus" (Apo. 14:12). Nessa festa é celebradaa Remissão (=REDENÇÃO ETERNA), em cumprimento à ordenança da Torá (Deu.

31:10 e 12). Leiamos uma interpretação teológica da menção que o Profeta Zacarias
faz a essa festa:
"Zacarias 14:16-19 olha para uma celebração escatológica da Festa dos
Tabernáculos. Tempo virá quando todos os gentios se juntarão a Israel participando
neste festival e adorarão a Deus... Zacarias defende a idéia de que os gentios têm
que se identificar com Israel em sua libertação e peregrinação." (Garret, Duane A. in
Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology, published by Baker Book House
Company, Grand Rapids, Michigan, USA. Topic: Feasts and Festivals of Israel.)

Ora, todos cremos que Zacarias foi inspirado por Deus ao escrever seu
livro. Portanto, Zacarias está expressando a Vontade de Deus no sentido de que nós
gentios façamos como Israel e também celebremos a Festa dos Tabernáculos em
nossas congregações. A interpretação teológica, acima, está plenamente afinada
com o fato de que antes do 2º Advento é essencial ocorrer a restauração de todas
as coisas (Atos 3:20-21). Paulo explica isso melhor em Rom. 11:11-29. Esse plano
está sendo sabotado pelo inimigo de Cristo, que leva os crentes a imaginar que
"tudo foi abolido na cruz", para contradizer a afirmação do próprio Jesus quando
afirmou:

"Não penseis que Eu vim abolir a Torá, não vim para abolir, mas para
cumprir. Em verdade vos digo que não passará um "i" ou um "til" da Torá até que
tudo se cumpra" (Mat. 5:17-19).

A cena de triunfo sobre o mal está registrada em Apo. 7:9-15, onde a
multidão é vista com folhas de palmeiras nas mãos celebrando a Festa dos
Tabernáculos diante do Trono do Cordeiro (comparar com Lev. 23:40, no que se



refere ao uso das folhas de palmeiras). O cientista Sir Isaac Newton, mais uma vez,
vem para nos ajudar:

"Os sete dias dessa festa eram chamados a Festa dos Tabernáculos.
Nesse período, os filhos de Israel habitavam em tendas e se regozijavam com folhas
de palmeiras nas mãos. A isso alude a grande multidão (...) com palmas nas mãos
(Apo. 7:9) e que aparece depois de selados os 144 mil..." (op. cit., pág. 218).

E ainda:

"Pois a solenidade do grande Hosana era realizada pelos judeus no
sétimo e último dia da Festa dos Tabernáculos. Naquele dia, os judeus levavam
palmas nas mãos, cantando Hosana." (idem, pág. 191).

E mais:

"O Templo é o cenário das visões, e as visões no Templo (Santuário)
estão relacionadas às festas do sétimo mês, pois as festas dos judeus eram
tipologias das coisas por vir. A Páscoa referia-se à Primeira Vinda de Cristo, e as
festas do sétimo mês referem-se a Sua Segunda Vinda. Como Sua Primeira Vinda
ocorreu muito tempo antes desta profecia ter sido feita, há aqui [no Apocalipse]
referências apenas às festas do sétimo mês." (ibidem, pág. 183/184).

Quem não se aprofunda em conhecer a Torá pensa que a afirmação de
que os salvos carregam palmas nas mãos se refere à flor palma. Isso é
simplesmente uma distorção do verdadeiro significado, porque as folhas de palmeira
simbolizam a vitória final de Cristo e dos salvos ao mesmo tempo que celebram a
realeza de YHWH. Deste modo, o Apocalipse deixa muito claro que o cumprimento
da tipologia das Festas do Outono ainda vai se cumprir em nosso futuro. Ora, se
ainda não se cumpriu, como pode, então, ter sido abolido? A menção à palavra
Tabernáculo, em Apo. 7:15, dá prova do cumprimento escatológico dessa festa.
Então ela não foi abolida por Jesus, apesar da insistência de alguns.

Vemos, assim, que a função do Apocalipse é fazer a demonstração do
cumprimento antitípico da tipologia das Festas do Outono, porque são elas que
apontam para o Glorioso 2º Advento do Messias de Israel, o nosso amoroso e
bendito Salvador Jesus Cristo. Portanto, as Festas do Outono estão em plena
vigência para os cristãos e através do Profeta Zacarias o Senhor Jesus nos orienta a
observarmos essa festividade assim como Israel o faz. Infelizmente, porém,
preferimos ouvir explicações filosóficas para desculpar nossa negligência em
cumprir este mandamento de Deus, o qual o Senhor Jesus não aboliu. Assim a
obediência de nós requerida pelo Pai, como sinal de nosso amor a Ele em resposta
a Sua Graça Maravilhosa acaba ficando prejudicada, como o inimigo gosta. É
lamentável isso! Meditemos nessas impressionantes cenas do Apocalipse.
MARANATA!

As festas proféticas e a Igreja de Cristo



AS FESTAS PROFÉTICAS E A IGREJA DE CRISTO

Por César B. Rien

Primeiramente, vamos esclarecer sobre o uso de diferentes palavras no
grego para significar Lei. Na verdade, todas essas palavras significam a mesma
coisa: Torá. A tradução do grego para idiomas modernos é que traduziu Torá como
lei. Mas vamos às palavras: NOMOS = TORÁ, flexionada em NOMOI, é o plural(leis), flexionada em NOMOU = da TORÁ (da lei), flexionada em NOMON = a TORÁ
(a lei). Ex.: UPO NOMON = sob a TORÁ (sob a lei). Na verdade, a Bíblia não faz
distinção entre Lei Cerimonial, Leis Civis, Leis Dietéticas, Leis Morais. Tudo ficasubentendido dentro da palavra TORÁ.

Por quê a TORÁ foi dada a Israel? Para ensinar o Povo de Deus a como
fazer para manter um relacionamento com Ele. Deus havia libertado Seu Povo da
escravidão no Egito unicamente por Sua Graça. O povo não havia feito
absolutamente nada para merecer isso. A TORÁ, então, tem a finalidade de ensinar
ao povo como responder de forma jovial e voluntária a essa Graça Maravilhosa. E a
obediência aos preceitos e a fidelidade à Aliança eram as formas de como o povo
devia retribuir em amor ao seu Libertador, e de como manter e sustentar esse
relacionamento.

Quem fez, então, a distinção entre lei e lei? Certamente foram os teólogos
que fizeram essa distinção, unicamente para fins didáticos, porque na Bíblia não
existe essa distinção. Por quê a Bíblia não faz essa distinção? Porque o Novo
Testamento não tem a finalidade de abolir a Torá, nem os livros sapienciais (Salmos,
Provérbios, Eclesiastes), nem veio para abolir os livros dos profetas. Na verdade, os
Apóstolos de Cristo são totalmente dependentes do Antigo Testamento para
transmitir para nós o ensino de como praticar corretamente a Torá. O próprio Jesus
nunca deixou de usar a Torá e os Salmos e os Profetas em Seus ensinos.

Precisamos remover de nossa mente a idéia errada de que Jesus veio
para destruir o Antigo Testamento e para inventar algo novo. Ele nunca fez isso. Se
Jesus tivesse abolido o Antigo Testamento ou a Torá, os Apóstolos não poderiam
usar esses textos para embasar o ensino à igreja. O Evangelho que deve ser
pregado a todas as nações é chamado de Evangelho Eterno, no Apocalipse (Apo.
14:6). Então, esse Evangelho Eterno não é algo que foi inventado por Jesus ou que
surgiu a partir do 1º Advento. O Evangelho Eterno é algo que existe desde antes da
fundação do Mundo, quando Jesus e o Pai esboçaram o Plano da Salvação,
antecipando-se à queda do homem, antes de Adão ser criado. Esse Evangelho jáestava esboçado na TORÁ.

O que havia sido predito por Jeremias (Jer. 31:31-33) era a necessidade
de uma Aliança Renovada. Não era, portanto, uma “outra” Aliança, mas a mesma,
apenas que Renovada em Jesus, o Messias de Israel. Por que renová-la? Porque o
Povo de Deus falhou em cumprir sua parte nos quesitos da Aliança. O povo se
desviou de Deus para a idolatria, a misericórdia foi removida da prática religiosa e
esta tornou-se mera formalidade com rituais que perderam seu verdadeiro
significado. Ora, quando o povo falhou em cumprir os termos da Aliança foi o mesmo
que rejeitarem a Deus, porque a Aliança é o contrato de casamento entre Deus e
Seu Povo. Esse casamento desgastou-se devido à infidelidade do povo, e o



relacionamento entre o povo e Deus simplesmente deixou de ser aquilo para o qual
Deus os havia chamado. Contudo, Deus sempre permaneceu, permanece e
permanecerá fiel a Sua Aliança. Deus mesmo, prevendo tudo isso, prometeu através
de Jeremias que Ele traria uma Aliança Renovada para resgatar o relacionamento
que se havia deteriorado e perdido. Deus sempre toma a iniciativa, porque o ser
humano nunca compreende os profundos propósitos de Deus, a ponto de impedir
que os demais povos e nações conhecessem esse Deus Vivo e Sua intenção de
abençoar e salvar todos os povos.

Essa intenção foi dada por meio dos profetas, mas os sacerdotes e o povo
não conseguiam mais perceber esse santo propósito. Portanto, era necessário
mudar a forma de relacionamento. Assim como a lua nova é a mesma lua e não
outra, a Aliança Renovada não é outra, mas a mesma, porém, renovada. Então, amesma TORÁ permanece e as leis ainda são as mesmas. O que seria novo nessa
Aliança Renovada? A novidade seria a mudança na forma de relacionamento.

Até o 1º Advento, a forma de relacionamento necessitava que o pecador
confessasse seus pecados sobre a cabeça de um cordeiro e o apresentasse ao
sacerdote humano para ser oferecido em holocausto. Essa era a forma de
relacionamento que se havia deteriorado e que precisava ser mudada. Havia
necessidade não mais de muitos sacerdotes humanos e mortais, mas de um único
Mediador Divino-humano e Imortal; não mais sacrifícios ineficazes de animais,
porque não podiam purificar a consciência, mas, sim, de um Único e Perfeito
Sacrifício; não mais de um santuário terrestre, mas, sim, de um Santuário Celestial.

Havia uma outra novidade nessa Aliança Renovada. O pecador
arrependido receberia a ação santificadora do Espírito Santo para purificar sua
consciência, bem como para escrever a Torá de Deus não mais em pedra, couro ou
papel, mas nas mentes e corações das pessoas que decidissem tornar-se parte do
Povo de Deus. Israel ainda é a oliveira verdadeira, e os gentios que aceitam a Jesus
como seu Mediador e Redentor pessoal passam a ser enxertados nessa oliveira
(Rom. 11:17-21). Deus nunca rejeitou os judeus, porque Ele é sempre fiel a Sua
Aliança (Sal. 89:34; Rom. 11:26-29).

Assim, então, a partir do Advento do Messias de Israel, Jesus Cristo
tornou-Se Sacerdote e Sacrifício ao mesmo tempo, porque já havia sido nomeado
pelo Pai como Mediador e Sumo Sacerdote, não da ordem sacerdotal humana e
pecadora de Arão, mas segundo a ordem sacerdotal prefigurada por Melquisedeque.
Por esse motivo, a Bíblia não contém a genealogia de Melquisedeque, nem registra
sua morte, para que ele não tendo início e nem fim pudesse prefigurar o Eterno
Sumo Sacerdote Jesus. Após a Ressurreição, Jesus foi entronizado no Santuário
Celestial, onde exerce Seu Ministério Sumo Sacerdotal, vivendo sempre para
interceder por nós. Cada vez que um pecador se arrepende e confessa seus
pecados, Jesus o cobre com Sua Graça Salvadora e o Justifica diante da Lei (Torá),
concedendo-lhe o perdão, a purificação da consciência, a renovação da vida e
concede-lhe o Espírito Santo para que o arrependido abomine o mal e deseje uma
vida de pureza e santidade, espelhando-se sempre no Mestre Jesus, que disse:

“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor;
assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no Seu
amor permaneço...” – João 15:10.

Deste modo, a Aliança Renovada produziu uma nova forma de relaciona




mento para anular todas as falhas do Povo de Deus no passado, para que nunca
mais o povo quebrasse a Aliança como seus pais fizeram. Agora podemos ter
confiança em nosso Sumo Sacerdote e Mediador Jesus, porque o Espírito Santo nos
assiste em obedecer aos mandamentos para não quebrarmos a Aliança. Porém, se
alguém pecar, “temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1ª João 2:1-2).
Desta forma é possível, então, manter a mesma TORÁ, os mesmos mandamentos,
estatutos e juízos, sem a necessidade de voltarmos ao sacrifício de animais, porque
a Aliança permanece a mesma, tendo, apenas, sido Renovada em Cristo Jesus.

Por consequência, as Festas Proféticas de Levíticos 23 também não
foram abolidas e ainda devem ser observadas. Não basta, apenas, observar o
Sábado e imaginar que cumpriu a obrigação para com a Torá (Lei). Há um propósito
divino insondável na observância dessas santas Festas do Senhor. Isso ficou muito
evidente no cumprimento antitípico das Festas da Primavera, quando elas se
cumpriram no 1º ADVENTO. Jesus foi sacrificado no dia e hora em que o cordeiro
pascal era sacrificado, permaneceu na tumba durante o 1º dia dos pães ázimos,
ressuscitou no DIA DAS PRIMÍCIAS e concedeu a Plenitude do Espírito no DIA DE
PENTECOSTES. Ora, se o Apocalipse nos mostra que as Festas do Outono serão
cumpridas no futuro, então essas festas não foram abolidas e estão em plena
vigência para a era dos gentios (Apo. 7:9-15). O Profeta Zacarias nos mostra
claramente que é a Vontade de Deus que os povos gentílicos celebrem a Festa dosTabernáculos (Zac. 14:16-19). A ordenança para assim fazermos está na TORÁ
(Deu. 31:10 e 12).

Não mais é preciso ir a Jerusalém, como diz o profeta. Na ocasião em que
a profecia foi dada a Zacarias ainda existia o Templo terrestre, e era, então,
importante os gentios irem a Jerusalém. Contudo, agora que não há mais um templo
terrestre, e, sim, um Santuário Celestial, podemos celebrar as Festas do Senhor em
nossa própria congregação. Até mesmo as Festas da Primavera devem ser
celebradas. Vejamos o porquê.

Para fins didáticos, diremos que as festas têm várias funções importantes:
a função sacrifical, a função profética, a função memorial, a função espiritual (relacionamento
com o Criador e Mantenedor da vida), a função social (congraçamento
fraterno entre os membros da Aliança, para fortalecimento mútuo dos laços de
camaradagem), etc. Por ocasião do 1º ADVENTO, a função sacrifical foi cumprida
por Cristo de forma perfeita e única, não havendo mais a necessidade de oferendas
infindáveis de animais em holocausto. Essa função foi cumprida definitivamente de
uma vez por todas, para todas as festas, para o Sábado e para o sacrifício contínuo.
O sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente para todos. Leiamos o seguinte
comentário:

“O sangue derramado quando as oblações eram oferecidas apontava ao
sacrifício do Cordeiro de Deus. Todas as ofertas típicas tiveram nEle o seu
cumprimento.” (Parábolas de Jesus, pág. 126).

E, ainda:

“A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos
hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo. Então cessariam todas as ofertas sacrificais.
Foi esta a lei que Cristo ‘tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.’ Colossenses
2:14.” (Patriarcas e Profetas, pág. 379).



Também foi cumprida a função profética das FESTAS DA PRIMAVERA.
Essas festas, agora, não são mais profecias, nunca mais irão cumprir-se novamente
no futuro, porque a tipologia que elas continham apontava para CRISTO e foram
plenamente consumadas em Seu 1º ADVENTO.

Porém, a FUNÇÃO MEMORIAL não foi abolida e nunca será extinta, porque
ela é estatuto perpétuo. A função memorial da Páscoa estava ligada aos eventos
do Êxodo do Egito somente. A partir de Jesus a função memorial da Páscoa foiampliada, para abranger os eventos relativos à REDENÇÃO da raça humana no que
se refere à escravidão ao pecado. Na ceia pascal, Jesus mesmo ordenou: “fazei istoem MEMÓRIA DE MIM.” E o Apóstolo Paulo acrescentou:

“Todas as vezes, pois, que comeis desse pão e bebeis desse cálice
anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” (1ª Cor. 11:26).

O Sábado tem algumas funções semelhantes, porém o Santo Sábado não
cumpre a função memorial de cada festa, porque o Sábado é um Memorial da
Criação e da Redenção, mas não é um memorial dos outros eventos do Plano da
Redenção que são representados pelas demais Festas do Senhor. Tanto é verdade
que o Sábado não extinguiu a função memorial da Páscoa, que Paulo reforçou anecessidade de celebração da Páscoa em memória do sacrifício de Jesus, ATÉ
QUE ELE VENHA. Assim é que cada festa deve cumprir sozinha sua própria função
memorial, devendo ser celebradas sempre no seu próprio TEMPO DETERMINADO
(Lev. 23:4).

O Novo Testamento contém muitas evidências de que a Igreja Primitiva
celebrava as Festas do Senhor. Por exemplo, muitos anos após a morte, ressurreição
e ascenção de CRISTO o Apóstolo Paulo celebrava essas festas (ex.: Pentecostes,
em Atos 20:6 e 16; 1ª Cor. 16:8). Em Atos 27:9, estando ele em alto mar, mencionou
a passagem do Yom Kipur (Dia do Perdão/Expiação). Ali consta apenas a
palavra jejum, porém, a única festa religiosa judaica que obriga ao jejum é o Yom
Kipur. A Bíblia de Jerusalém contém o seguinte comentário de rodapé:

“e) Outro nome da festa da Expiação, único dia de jejum prescrito pela
Lei [Torá] (Lev. 16:29-31). Celebrava-se em setembro, perto do equinócio do outono
europeu.”

Em 1ª Cor. 5:7-8, Paulo ordena que os crentes celebrem a Páscoa:

“Lançai fora o velho fermento para que sejais nova massa, como sois de
fato sem fermento. Pois, também Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado. Por
isso celebremos a festa…”

Pena que a maioria das denominações espiritualiza tudo e usa a filosofia
greco-romana para interpretar isso como sendo uma alusão à Santa Ceia, em
qualquer dia, e não à Páscoa judaica. Quem for bem intencionado, conseguirá
perceber que se trata da Páscoa judaica.

Além de Paulo, também há menção às festas na Epístola de Judas:

“Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de
fraternidade…” (Judas 12).



Novamente, aqui, precisamos ler com sinceridade de coração e perceber
que não se trata apenas da Páscoa, mas de todas as Festas do Senhor (Lev. 23).
Os Apóstolos de Cristo obedeciam à Torá e celebravam todas as festas proféticas,
porque nem Jesus nem eles cogitavam de abolir essas celebrações. Jesus não
aboliu o Sábado, mas também não aboliu as Festas do Senhor. Leiamos o seguinte
comentário sobre o concílio de Atos 15:

“Ali deviam eles encontrar-se com delegados das diversas igrejas e com
os que viessem para assistir às festas anuais.” (História da Redenção, pág. 305).

Cego é quem não quer ver. Este comentário reconhece que os crentes da
Igreja Primitiva celebravam as festas anuais de Levíticos 23. A novidade da Aliança
Renovada é que não mais necessitamos sacrificar animais, porque Jesus ofereceu
um sacrifício perfeito e suficiente, nem precisamos ir até Jerusalém para celebrar as
festas, porque não há mais um templo terrestre.

Aprendamos um pouco mais com Sir Isaac Newton:

“Os assuntos da igreja começam a ser considerados na abertura do quinto
selo… Então, ela é representada por uma mulher no Santuário Celestial, vestida
com o Sol da Justiça, com a lua das cerimônias judaicas sob seus pés e sobre
sua cabeça uma coroa com doze estrelas relativas aos doze Apóstolos e às doze
tribos de Israel. Quando ela voou do Santuário para o deserto, deixou no Santuário o
restante da sua semente, os que guardam os Mandamentos de Deus e têm o
Testemunho de Jesus Cristo. Antes de seu vôo ela representava a verdadeira igreja
primitiva de Deus, para depois degenerar como Oolá e Oolibá…” (in As Profecias do
Apocalipse e o Livro de Daniel – As Raízes do Código da Bíblia, 1ª Edição Integral
em Língua Portuguesa, Editora Pensamento, São Paulo, 2008).

A igreja primitiva da qual o cientista fala é a Igreja Apostólica. É importante notar que
a lua sob os pés da mulher representa todo o cerimonial judaico, que é regido, claro,
pelo calendário judaico. Nesse calendário, os meses são iniciados na lua nova. Na
Torá, em Lev. 23, Moisés relacionou as festas proféticas, que contêm a tipologia
prefigurativa do Plano da Redenção. Ele afirma que elas são “festas do Senhor”, e
devem ser celebradas no tempo determinado (v. 4). Se a mulher representa a igreja
e a lua representa o calendário cerimonial judaico, então isso significa que a igreja
precisa estar embasada nesse calendário para ser reconhecida como o Povo do
Altíssimo, “os que guardam os Mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus” (Apo.
14:12).

O cumprimento da tipologia das Festas da Primavera, no 1º Advento, dá
prova irrefutável de que essas festas são, na verdade, a agenda do Santuário
Celestial. É por meio das festas proféticas que Jesus nos revela cada passo
importante do Seu Plano da Redenção, que Ele vai desdobrando de forma
progressiva em cada geração, para que mais e mais verdades sejam compreendidas
e ensinadas ao Seu Povo, para que eles não pereçam por falta de conhecimento.
Amém!

Imaginem só o que seria de nós se os Apóstolos de Cristo desprezassem
a Aliança, não obedecessem aos estatutos, não celebrassem as festas e não
estivessem todos reunidos no mesmo lugar para receber a Plenitude do Espírito
Santo no Dia de Pentecostes!

Á obediência como resposta á grça de Deus



A OBEDIÊNCIA COMO RESPOSTA À GRAÇA DE DEUS

Por César B. Rien

Nesta época de ciência e racionalidade, o homem se afasta cada vez mais
do seu Criador. A obediência a Deus tornou-se algo descartável. Porém, nos planos
de Deus, a obediência ainda é essencial. Para entendermos o assunto, primeiro
precisamos entender a Aliança. Para esse fim, vou transcrever a explicação de um
estudioso cristão:

“Deus fez seis Alianças com o Homem: a Aliança Noética, a Abraâmica, a
Mosaica, a Israelita, a Davídica e a Renovada. E nenhuma das Alianças prévias foi
cumprida em nós, contudo, Deus ordenou que Seu povo guardasse Suas Alianças, e
cada Aliança tinha seus benefícios peculiares. Na Aliança Noética, por exemplo,
Deus prometeu ao homem que Ele não destruiria a Terra novamente (Gen. 9:9). Na
Abraâmica, Deus prometeu a Abraão uma Aliança Eterna – uma terra específica
(Gen. 15:18), a terra de Israel da qual Ele mesmo fixou as fronteiras. Na AliançaMosaica (Êxo. 19:5), Deus deu ao Seu povo, Israel, a Torá na qual Ele escreveu as
fronteiras éticas. Na quarta Aliança (Deu. 28-30), Deus advertiu Israel sobre as
bênçãos e maldições que emergem da Aliança Mosaica. Na Aliança Davídica, a
quinta Aliança, Deus prometeu ao Rei Davi um Reino Eterno sob o governo do Rei
Yeshua (Jesus).

...

“A estratégia de Deus é restaurar o Jardim do Éden com um ‘segundo
Adão’, o Noivo que se casa com uma ‘segunda Eva’ – sua Noiva... Os dois reinarão
como Rei e Rainha sobre um Reino Eterno, um reino sediado numa terra onde a
Sua ordem moral agora governa suprema. A Aliança Noética fornece a segurança
dentro daquela ordem. Como sua Noiva, nós já não devemos nos interessar pela
destruição futura, a auto-aniquilação. A Aliança de Noé está agora em vigor sobre a
Terra. Não há mais medo de o homem destruir seu vizinho. O que os políticos não
puderam oferecer (paz na Terra) a Aliança Renovada oferece e cumpre. A Aliança
Abraâmica dá ao Rei e à Rainha uma terra. A Aliança Israelita oferece as bênçãos
da paz e da prosperidade. A Aliança Mosaica fornece as fronteiras morais do Seu
Reino com a lei e a ordem. E, finalmente, a Aliança Davídica promete ao Rei e à
Rainha um Reino que desta vez é eterno, porque nunca passará.”

...

... As bênçãos e benefícios anteriores não podem ser espiritualizados. A
natureza destas Alianças restauradas não permitirá isso. Jesus Cristo morreu na
cruz para restaurar estas cinco Alianças. E os benefícios das Alianças são tanto
temporais quanto espirituais.

...

De acordo com Jeremias 31:31-37, Heb. 10:16,17 e Romanos 11, como
crentes em Jesus Cristo, nós nos tornamos ‘cidadãos de Israel’ enxertados na
árvore judaica de Romanos 11. Novamente – esta não é uma Aliança ‘nova’. É um
compêndio das cinco Alianças anteriores.

Porém, é nova no sentido de uma coisa que é completamente
desconhecida. Jesus Cristo, fazendo morada no crente, não só instrui o crente
relativamente à Tora, mas Ele cumpre essas instruções no crente. Ele ordena, e
então provê o poder para ser cumprido o mandamento.” (Lynn Ridenhour, in
Entrando na Aliança Renovada, no site http://www.greaterthings.com/Ridenhour).



A Aliança, então, é o casamento entre Deus e Seu Povo, enquanto que a
Torá é o contrato de casamento. Agora precisamos entender melhor o que é Torá.
Para isso, citarei outro teólogo cristão:

“Nunca foi pretendido que a relação de Israel com Deus fosse uma
questão privada entre eles e Deus. Israel foi chamado para morar naquele mundo
maior de tal modo que as pessoas fora da comunidade da fé pudessem ver como a
comunidade [de Deus] vivia sua vida transformada, e ver naquele estilo de vida o
caráter do Deus para o qual Israel estava respondendo. A Torá vivida como uma
resposta à Graça Divina era o testemunho de Israel para o mundo de um Deus que
estava disposto a entrar em relacionamento pessoal com os seres humanos.

“Então, o legislar de Israel era de um tipo diferente do que simplesmente
fazer leis. O fazer leis de Israel era uma aplicação dinâmica da Tora numa
comunidade de fé viva que responde a um Deus Vivo. ...A Torá de YHWH era o
fundamento do fazer lei, uma manifestação de Sua Graça; a Torá era a resposta de
Israel àquela Graça.

...

“A comunidade tinha que ensinar a Torá; quer dizer tinha que ensinar às
pessoas, especialmente às crianças, a história da formação da comunidade por um
Deus amoroso, para prover princípios e valores...

...

“Um coração voltado para Deus vai procurar aprender Torá como a
influência orientadora de Deus, a Luz de Deus brilhará no caminho da vida, e a voz
de Deus será ouvida...” (Dennis Bratcher, in Torá como Santificação: A “Lei” do
Velho Testamento como Resposta à Graça Divina, Um Estudo Apresentado à
Trigésima Reunião Anual da Sociedade Teológica Wesleyana, Dayton, Ohio, 5 de
novembro de 1994).

Com essas duas citações, nos foi possível perceber a relação direta que
existe entre a Aliança e a Torá. Precisamos, agora, encontrar na Bíblia o
fundamento para crer que a Aliança não seria revogada ou abolida:

“As obras das Suas mãos são verdade e juízo; fiéis todos os seus
preceitos. Permanecem firmes para todo o sempre; instituídos em verdade e retidão.
Enviou ao Seu povo a Redenção; estabeleceu para sempre a Sua Aliança; santo e
tremendo é o Seu Nome. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom
entendimento têm todos os que lhe obedecem...” – Sal. 111:7-10.

Neste texto bíblico Deus faz uma ligação teológica entre a Redenção, a
Aliança, os mandamentos (preceitos) e a obediência. Quais são os mandamentos a
que se refere o Salmo 111? Com certeza não são apenas os Dez Mandamentos,
porque a Aliança produziu um contrato, a Torá, e a Torá não contém apenas Dez
Mandamentos. Certamente estão incluídos aí os mandamentos de Deus para serem
observadas as Festas Anuais, porque a Redenção passada ocorreu pela libertação
de Israel do cativeiro do Egito na Páscoa. A Redenção presente, que é a libertação
do cativeiro sob o pecado foi trazida a nós por Cristo na Páscoa. Porém, a
Redenção futura, conforme o Apocalipse, ocorrerá em cumprimento dos tipos
proféticos das Festas do Outono porque são elas que apontam para o 2ª ADVENTO.
Se a Redenção passada foi a libertação do cativeiro físico e a Redenção presente é
a libertação do cativeiro espiritual ao pecado, então o que é a Redenção futura? A
Redenção futura é a libertação do cativeiro da morte, quando, então, todos
receberemos a Vida Eterna por ocasião do 2º Avento do Messias Jesus.



Embora a função sacrifical das festas anuais tenha sido cumprida em
definitivo por Cristo na cruz do Calvário e, embora a função profética das Festas da
Primavera tenha sido cumprida quando o tipo encontrou o antítipo em Cristo, a
função memorial dessas festas não foi abolida. Como o Apocalipse nos mostra que

o 2ª ADVENTO vai se cumprir no futuro, então, a função profética e a função
memorial das Festas do Outono ainda estão em vigência para a igreja hoje.
A obediência às ordenanças da Torá é requerida por Deus como sendo
aquilo que Ele quer de nós em resposta a Sua Graça Maravilhosa. Então não basta
guardar apenas os Dez Mandamentos ou o Sábado, “porque qualquer que guardar
toda a Torá, e tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos.“ – Tiago 2:10.

Essa é a fidelidade à Aliança requerida por Deus de Sua igreja, a qual
somo nós mesmos e não uma instituição denominacional registrada em cartório e
autorizada pelo governo a existir e a funcionar em todo o território nacional. A igreja
somos nós, os seres humanos individuais que aceitamos a Cristo como nosso
Salvador pessoal. Nós é quem devemos ser fiéis à Aliança e praticar as ordenanças
da Torá, mesmo que a instituição não seja fiel à Aliança. Isso inclui, é claro, celebrar
a função memorial das festas anuais, porque a função memorial é estatuto perpétuo(Deu. 6:20-25; Êxo. 12:13-14; Lev. 23:41), assim como o Sábado (Êxo. 31:16). Isso
é consequência de Deus ser sempre coerente consigo mesmo, como ensinam as
Escrituras:

“Porque Eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois
consumidos.” – Mal. 3:6.

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai
das luzes, em quem não há variação nem sombra de mudança.” - Tia.1:17.

“Não violarei a Minha Aliança, nem modificarei o que os Meus lábios
proferiram.” - Sal.89:34.

Leiamos outra explicação teológica sobre a Aliança:

“Não se trata de nova no sentido de outra, diferente, como uma leitura
apressada do texto pode dar a entender. Não há modificação da Aliança firmada por
Deus com os pais (entendendo-se aqui que o texto se refere à Aliança do Sinai, pela
mediação de Moisés); ela nem sequer é chamada de antiga. Trata-se da mesma
Aliança, única, eterna, fruto da iniciativa da Graça de Deus. Não se altera sua base,
que é o Amor salvador e perdoador de Deus. Nem se altera Seu conteúdo: trata-se
das mesmas leis, da mesma Torá, expressão da Vontade de Deus, que não muda.”
(Rev. Paulo Severino da Silva Filho, in Uma Nova Aliança – Meditação sobre
Jeremias 31:31-34. Seminário Teológico Presbiteriano Reverendo Ashbel Green
Simonton).

Aos poucos, alguns teólogos corajosos estão afirmando que Jesus não
extinguiu a Aliança de Deus com Seu povo, para fazer algo novo ou diferente. Não!
Jesus não veio abolir, porque Ele veio para cumprir e para dar maior luz sobre a
Aliança para que Seu povo não pereça por falta de conhecimento.

Para aumentar nosso conhecimento, a fim de não perecermos por falta
dele, devemos conhecer o sentido de “justificação” do ponto de vista bíblico. O
conceito de “justificação” de que falo é diferente do conceito de Lutero e que se



espalhou por todas as denominações cristãs. Leiamos a opinião de outro teólogo
cristão:

“A ‘justiça’ divina (que é a fidelidade de Deus à Aliança) enfaticamente não
é a mesma ‘justiça’ que seres humanos têm quando são declarados membros da
Aliança... Na corte de justiça hebraica, o juiz não dá, não concede, não imputa nem
transfere ‘sua própria justiça’ ao réu. Isso significaria que se considerou que o juiz
conduziu o caso imparcialmente, de acordo com a lei, puniu o pecado e vindicou os
inocentes indefesos. ‘Justificação’, é claro, não significa nada disso. ‘Justiça’ não é
uma qualidade ou substância que pode ser assim passada ou transferida do juiz
para o réu. A justiça do juiz é o próprio caráter, status e atividade do juiz e
demonstrada nessas várias coisas. A justiça dos réus é o status que eles possuem
quando a corte se decidiu em seu favor. Nada mais, nada menos. Quando
traduzimos estas categorias forenses de volta em seu contexto teológico, o da
Aliança, o ponto permanece fundamental: fidelidade Divina à Aliança não é a mesma
coisa que a participação [do homem] na Aliança. O fato da mesma palavra
(dikaiosyne) ser usada para ambas as idéias indica o relacionamento recíproco e
próximo entre elas, não sua igualdade.” (N. T. Wright, in Romanos e a Teologia de
Paulo, originalmente publicado em Pauline Theology, Volume III, ed. David M. Hay &

E. Elizabeth Johnson, 1995, 30-67, Minneapolis: Fortress).
A partir desse conceito, então, podemos perceber que o Tribunal de Deus
deve passar uma sentença favorável a nosso respeito. E essa sentença deve ser
expressada de forma a ficar evidente que somos fiéis na obediência a todos os
preceitos da Torá, que é o contrato da Aliança. Leiamos o que Moisés pede a Israel:

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o
Senhor teu Deus se te ensinassem, para que cumprisses na terra a que passas a
possuir; para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e
mandamentos, que eu te ordeno, tu e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da
tua vida...”

“Será por nós justiça, quando tivermos cuidado de cumprir todos estes
mandamentos perante o Senhor nosso Deus, como nos tem ordenado.” – Deu. 6:1,
2 e 25.

Eis, aí, o motivo de Paulo haver falado sobre a necessidade de obediência
antes de falar sobre a justificação pela fé (Rom. 1:5), e também logo após haver
falado sobre ela, antes de concluir a carta aos crentes de Roma (Rom. 16:26). A
obediência é essencial para que o Tribunal de Deus nos dê uma sentença favorável,
declarando que fomos aceitos para participar da Aliança com Deus. E onde na Bíblia
posso encontrar essa declaração? Leiamos a Palavra do Senhor:

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos
de Deus e têm a fé de Jesus.” – Apo. 14:12.

Portanto, o Apocalipse não está falando apenas dos Dez Mandamentos ou
daqueles que guardam o Sábado, “porque qualquer que guardar toda a Torá, e
tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos.“ – Tiago 2:10.

Nosso Sumo Sacerdote e Mediador Jesus Cristo não pode mentir. Então,
Ele não dará uma sentença favorável de participantes da Aliança para aqueles que
odeiam a Torá e não querem obedecer a todos os preceitos que Jesus não aboliu na
Cruz do Calvário. Isso porque a obediência é requerida por Deus como sendo nossa



resposta a Ele por Se haver revelado a nós e por nos haver concedido Sua Graça e
tão Grandiosa Redenção.

Agora, leiamos a opinião dos teólogos adventistas que prepararam a Lição
da Escola Sabatina do 1º trimestre de 1989:

“Quando o Senhor organizou a Israel como nação, no Sinai, Ele não
somente lhes entregou o Sábado, mas proveu também vários dias religiosos no
sistema cerimonial para manter bem vívidos na memória deles os Seus atos
salvíficos na história passada desse povo. Ao mesmo tempo, esses ritos
prefigurariam a salvação definitiva por meio do Messias vindouro.” – Levítico e Vida,
1989, pág. 82.

“Apocalipse 7:9 e 10 apresenta o Povo de Deus celebrando a Festa dos
Tabernáculos no Santuário Celestial, diante do Trono de Deus. Eles têm folhas de
palmeiras nas mãos – uma prática muito comum durante a celebração dessa festa.
Louvam a Deus pela maior de todas as bênçãos: a Salvação Eterna (verso 10)... e
eles podem celebrar a vitória do Cordeiro sobre as forças do mal.” – Levítico e Vida,
Lição da Escola Sabatina nº 373, 1º trimestre de 1989, pág. 91.

O que o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia tem a dizer sobre
isso?

“No Dia da Expiação, o povo devia afligir sua alma. Na Festa dos
Tabernáculos, devia regozijar-se. Era a ocasião mais feliz do ano... Neste sentido,
representava profeticamente o momento quando se realizará a grande colheita do
Povo de Deus...” – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Tomo I, pág. 820.

E o que Ellen White tem a dizer sobre isso?

“A Festa dos Tabernáculos não era apenas comemorativa, mas, também,
típica. Não somente apontava para a peregrinação no deserto, mas, como festa da
ceifa, celebrava a colheita dos frutos da terra, e indicava... o Grande Dia da Colheita
Final, em que o Senhor da seara enviará os Seus ceifeiros a ajuntar o joio em feixes
para o fogo, e a colher o trigo para o Seu Celeiro.” - Patriarcas e Profetas, pág. 579.

“Em cada época há novo desenvolvimento da Verdade, uma mensagem
de Deus para essa geração.” – Parábolas de Jesus, pág. 127.

“Bom seria que o Povo de Deus na atualidade tivesse uma Festa dos
Tabernáculos – uma jubilosa comemoração das bênçãos de Deus a eles. Assim
como os filhos de Israel celebravam o livramento que Deus operara a seus pais, e
sua miraculosa preservação por parte dEle durante suas jornadas depois de saírem
do Egito, devemos nós com gratidão recordar-nos dos vários meios que Ele ideou
para nos tirar do mundo, e das trevas do erro, para a preciosa Luz de Sua Graça e
Verdade.” – Patriarcas e Profetas, págs. 540 e 541.

O que está faltando, agora? Agora está faltando coragem para ensinar ao
Povo de Deus que não basta guardar os Dez Mandamentos e o Sábado. Também é
preciso guardar os outros itens da Aliança que não foram abolidos. E esses itens
estão todos registrados na Torá de Deus. Inclusive a necessidade de guardar a
Festas do Senhor de Lev. 23, excetuando-se os sacrifícios de animais, que na
Epístola aos Hebreus é demonstrado terem sido substituídos por um sacrifício mais



perfeito cujo efeito é eterno e suficiente, não necessitando ser repetido diariamente,
como eram os sacrifícios de animais. Aqueles sacrifícios não tinham poder para
purificar do pecado as nossas consciências, enquanto que o perfeito e eficaz
Sacrifício oferecido por Cristo, sim, tem poder para purificar nossas consciências de
todo o pecado. Amém! Também não é mais necessário ir a Jerusalém, para celebrar
as Festas do Senhor. Quando o Profeta Zacarias explicou que os povos e nações
deviam ir até Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos (Zac. 14:16-19),
ainda existia o Templo terrestre. Agora, porém, não existe mais o Templo terrestre,
porque ele foi substituído por um Santuário Celestial, onde Jesus ministra em nosso
favor como Sumo Sacerdote duma ordem sacerdotal superior à ordem de Arão, que
é a ordem sacerdotal de Melquisedeque. Portanto, devemos celebrar as Festas do
Senhor em nossas próprias congregações.